14 vezes em que a Netflix te surpreendeu em 2017

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Se há algo que não podemos reclamar em 2017 foram as várias surpresas de filmes e séries que apareceram na Netflix durante o ano e, para relembrar todas elas, criamos uma lista dos 14 maiores hinos que nos pregaram boas horas de maratonas

14 – The Siner (Série)

The Sinner é um convite ao espectador a entrar nos labirintos da mente de Cora.

Com apenas oito episódios, The Sinner é uma série antológica, muito bem feita e que traz consigo um mistério sufocante desde seu início. E que, apesar de não ter abordado um tema relativamente comum, não teve um desfecho mirabolante nem preguiçoso. Apenas mostrou a história no seu tempo, de forma coerente.


13 – Atypical – (Série)

Uma das coisas em que o roteiro acerta em cheio é a forma de como o autismo é retratado. Na maioria das vezes, seja no cinema ou na televisão, a perspectiva mostrada é a de quem está de fora. Em Atypical, entramos na cabeça de Sam e temos uma noção de como a cabeça dele funciona, nas horas engraçadas e dramáticas, o recurso funciona dando o ar sincero e autêntico pra série. E ai? Tá esperando o que? Se ainda não assistiu. VÁ AGORA!


12 – O Matador (Filme Nacional)

O primeiro filme nacional produzido pela Netflix já é de cara um ótimo Faroeste do sertão. Cabeleira é uma lenda popular. Um andarilho e, por fim, um temido assassino de Pernambuco, foi criado pelo cangaceiro Sete Orelhas, que o encontrou abandonado quando bebê. Agora adulto, ele vai à cidade procurar o desaparecido Sete Orelhas. Cabeleira encontra uma cidade sem lei governada pelo implacável Monsieur Blanchard, um francês que domina o mercado de pedras preciosas.

O Matador tem a beleza do sertão e a luz de seu sol escaldante que formam silhuetas visualmente maravilhosas em sua fotografia.


11 – Big Mouth (Série)

Ah, que surpresa agradável ter uma série animada como Big Mouth, sem medo de represálias, ao falar sobre a adolescência de maneira crua e irônica, mas não necessariamente para adolescentes, entende? Talvez seja por estarem em plena turbulência hormonal.

Mas Big Mouth é ácido — passando do ponto algumas vezes e polemiza com temas como amizade, drogas, menstruação, virgindade, sexualidade, masturbação, DSTs e bullying. Resumindo, uma grata surpresa para ser assistida por pais e filhos.


10 – 3% (Série Brasileira)

“Aconteça o que acontecer, você merece”

E 3% merece mesmo estar nesta lista. A temática da série sugere alguns temas tão ricos quanto polêmicos para serem tratados por diversos pontos de vista. Desigualdades Sociais, Meritocracia, Assistencialismo e Ética são alguns desses temas que poderiam vir acompanhados de críticas sociais embasadas por vários pontos de vistas. Na prática não é o que acontece e tudo parece se resumir a uma crítica velada e pueril aos sistemas de seleção para vestibulares.

Mas acima de tudo, 3% é uma série nacional e de ficção, um gênero de pouquíssima tradição no país.


9 – The OA (Série)

Quando você assiste uma obra cinematográfica, no caso deste que estou falando, uma série, e de repente mesmo após ter visto todos os episódios que a temporada disponibilizou e você passa dias positivamente impactado com tudo que viu, seja na qualidade visual ou mesmo pensando sobre as ideias propostas pelo roteiro, essa produção não pode ficar de fora das listas das surpresas do ano né? Por isso, The OA merece estar nesta lista.


8 – Laerte-se (Documentário / Brasil)

Dotado de uma sensibilidade e simplicidade notáveis, o documentário Laerte-se nos mostra mais de perto a personalidade, sentimentos e um pouco do dia a dia da famosa cartunista.

Laerte, além de questionar o mundo à sua volta – machismo, política, lugar da mulher na sociedade – traz essa reflexão o tempo todo para si mesma. Um de seus personagens mais icônicos, Hugo – um homem que se maquiava e se montava – nada mais é do que um alter ego de Laerte, que, durante um longo e difícil processo de auto aceitação, colocava no desenho seu desejo de tornar-se mulher.


7 – Onde Está Segunda? (Filme)

Impecável, Noomi Rapace nos dá sete bons motivos para ver mais essa produção original da Netflix.

Nesse cenário, somos apresentados às 7 irmãs gêmeas (Noomi Rapace), cada uma batizada com o nome de um dia da semana, cujo avô (Willem Dafoe) faz de tudo para protegê-las das forças do governo. Cercadas de cuidados, visto que elas só podem sair de casa em seu respectivo dia, assim permanecem por trinta anos, até que o desaparecimento de uma delas, Segunda, faz com que as outras seis irmãs se unam para achar seu paradeiro. Mas, a cada passo, elas irão descobrir que os segredos em torno da irmã mais velha e do governo são muito mais obscuros do que poderiam imaginar. Enfim, onde está segunda?


6 – Stranger Things: 2ª temporada

Você deve estar perguntando, desde quando o sucesso de Stranger Things é surpresa? Concordo e muito, mas sempre dá aquele medo de que a continuação estragasse o brilho e a simpatia que a primeira temporada conquistou, sempre houve um receio de que o sucesso anterior mudasse tudo no mundo invertido, sempre houve aquela pequena dúvida se entregariam um material melhor ou igual ao lançamento.

A segunda temporada chegou, surpresa ou não, ela amarrou a gente no sofá, ou melhor, no mundo invertido de nossa casa, e de lá não conseguíamos sair até assistir todos os episódios que estavam disponíveis. A segunda temporada foi mais profunda, mexeu mais ainda com o nosso psicológico, desta vez não queríamos somente agarrar a Eleven ou o Dustin, mas sim a todos, queríamos tira-los de todos os perigos que o mundo invertido oferecia, sofremos e sofremos muito com as nossas crianças preferidas.


5 – Marvel – O Justiceiro (Série)

Nos anos anteriores, foram lançadas duas temporadas de Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage, todas elas fizeram barulho, algumas mais que a outra, mas ainda faltava lançar o último do quarteto, e em 2017, Punho de Ferro chega à grade da Netflix e enfim o quarteto está formado e, enfim, lançar o aguardado Os Defensores. Bom, Punho de Ferro e Os Defensores vão ficar para a lista dos maiores fracassos de 2017, mas a parceria Marvel/Netflix se redime com o lançamento de O Justiceiro.

Havia um certo medo após os recentes fracassos citados acima, um receio mútuo se a parceria iria entregar uma produção ao nível que John Behrnal merecia, já que tinha mostrado um excelente trabalho na segunda temporada de O Demolidor, e sim, O justiceiro foi uma grata e satisfatória surpresa, é brutal, é violenta, é tensa.

A série não nos situa na linha temporal dos demais eventos envolvendo os outros “vigilantes”, soa como se não fosse uma boa ideia macular nenhum dos demais “heróis” com uma história de vingança, tiros e torturas, num clima cinza, denso e que busca criar escapes para abranger a faixa de público, algo que não foi bem aceito pelos fãs mais xiitas. O inicio é sutil, com Frank trabalhando numa obra de construção civil, barbudo, cabeludo, camisa xadrez, hipster, meus amigos, Frank Castle é o Hipster Caveirudo no melhor estilo.


4 – Okja (Filme)

O que dizer de Okja? Choramos, rimos, vibramos, refletimos, choramos novamente e ficamos arrasados. Em resumo, o cineasta Sul-Coreano Bong Joon-ho nos entrega uma fábula lúdica no primeiro ato, você digere e começa a se divertir, vem o segundo ato e a coisa começa a te preocupar, chega o terceiro ato e você leva uma apunhalada no peito e toda aquele sonho vai se destroçando a sua frente e, sentado em seu sofá, você se vê cara a cara com uma verdade indigesta. Okja é sim uma obra impactante e toca numa ferida que estava escondida e, no mínimo, vai te levar a refletir ao máximo sobre o consumismo. Isso é Okja, que surpresa boa a Netflix traz depois de alguns filmes fracassados em 2017.


3 – Dark (Série)

Dark é outro exemplo de produção original Netflix que chega sem barulho nenhum, não há uma grande divulgação antes. Mas diferente de 13 Reason Why, ela precisou de apenas UM DIA para que as pessoas jogassem o assunto nas redes sociais, e já no domingo (isso porque chegou à Netflix na sexta) Dark estava bombando.

Dark é bem mais sombria quanto o seu título indica. É uma série diferente, com personagens extremamente humanos em seus defeitos e erros na vida e que entrega a sua proposta aos poucos, te jogando uma linha bem fina no primeiro episódio só para terminar o último com o peso de uma pedra. A experiência maravilhosa de dar inicio ao algo esperando uma coisa, imaginar outra completamente diferente lá pelo quinto episódio, para no sétimo não ter certeza de absolutamente nada e terminar o décimo com um sentimento extraordinário de gratidão e surpresa com uma obra é algo raro hoje em dia e é algo que esta nova série consegue fazer com uma facilidade invejável.


2 – Narcos: 3ª temporada (Série)

O Patrón se foi, caído num telhado, mas Narcos se levanta numa temporada gloriosa!

Mas por que a Surpresa? Exatamente por causa da morte de Pablo Escobar – havia uma dúvida se a série sem a imagem do maior traficante da história, interpretado com maestria pelo ator Wagner Moura, teria ainda fôlego para manter os espectadores e principalmente se a história do Cartel de Cali era mais ou igualmente interessante quanto a de Pablo.

E sim, NARCOS ganha um fôlego imenso, faz sua melhor temporada, focando no desenvolvimento de personagens densos e monstruosos, contando uma história tão atual e perigosa, a corrupção e as drogas, impérios que envolvem pessoas das quais nem desconfiamos, aliás, não confie em ninguém, no fim das contas, a série é sobre isso!


1 – 13 Reasons Why (Série)

Talvez 13 Reason Why seja a série que mais fez barulho na Netflix em 2017. De repente, como num passe de mágica, você percebe que todos ao seu redor estão falando dela, mas você não entende porque está todo mundo comentado sobre ela, até que você se rende e começa a assistir, enfim, sua vida social foi pro espaço e, junto com a série, você vai se afundando com cada fita que Clay vai ouvindo, mas você só quer saber o que tem na próxima fita.


 

Gostaram da lista? Quais dessas vocês tirariam para acrescentar outras no lugar? Comentem!

 

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Publicitário, Designer e Crítico de Cinema. É obcecado por monstros gigantes e, talvez, o ser que mais assistiu Breaking Bad neste planeta. Raulseixista desde a infância, hiberna uma vez por ano nos alpes de Itapira, ouvindo 12 horas interrupta do Maluco Beleza

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