Crítica: 50 São os Novos 30 diverte através de acontecimentos corriqueiros

Compartilhe

A comédia francesa, dirigida pela própria protagonista, diverte o espectador e sugere relações à vida de mulheres que recomeçam a vida após uma separação conturbada.

Marie-Francine (Valérie Lemercier) é uma mulher de 50 anos que foi abandonada pelo marido e demitida após 10 anos de carreira como pesquisadora. Trocada por uma moça mais nova, Marie-Francine volta a morar na casa dos pais que a tratam como se fosse uma adolescente. Para se reerguer, começa a trabalhar em uma loja de cigarros eletrônicos onde conhece Miguel (Patrick Timsit), um cozinheiro que vive na mesma situação. Os dois buscam viver esta paixão mesmo não tendo privacidade na casa de seus respectivos pais.

O longa diverte, porém alguns pontos revelam o famoso clichê de comédia romântica. O estereótipo é presente e há poucas novidades nas situações vividas pela protagonista. Desde o figurino até o comportamento de Marie- Francine a previsibilidade dos acontecimentos é evidente.

O mais interessante é o fato dela ter que voltar a morar com os pais e aceitar sem hesitar uma separação causada por adultério, abrindo mão do seu lar para o ex-marido. Durante a estadia na casa onde cresceu, Marie-Francine dorme no sofá da sala e não tem privacidade nenhuma porque seus pais, Annick (Hélène Vincent) e Pierric (Philippe Laudenbach), a vigiam e se preocupam o tempo todo como se ainda fosse aquela filha adolescente.

Os atores que interpretam os pais possuem papel fundamental na trama. pois são os causadores do humor através das circunstâncias. Como espectadores, rimos de pessoas normais, acontecimentos corriqueiros e diálogos próximos aos da vida real fazendo com que o longa seja cativante.

Miguel e Marie-Francine possuem a mesma idade, mas a partir do momento em que se apaixonam, passam a ter o espírito dos 30 anos. O personagem de Patrick Timsit, muda o tom da comédia e o filme fica mais envolvente. Infelizmente é ele quem ergue Marie-Francine pois ela não tem a força de uma mulher ”empoderada” que luta para ascensão.

As cores neutras usada em “50 São os Novos 30”, deixam a vida da protagonista ainda mais sem graça. Valérie Lemercier não focou tantos nos aspectos visuais e utilizou enquadramentos muito simples. Há muita música não diegética, portuguesa e francesa, colocadas para a ambientação.

A atriz e diretora Valérie Lemercier interpretou também, Marie-Noelle, a irmã de Marie-Francine. É incrível como ela fez dois papéis com personalidades totalmente distintas. (Destaque para a atriz nesse ponto.)

Apesar dos clichês e pouco trabalho no quesito linguagem audiovisual, “50 São os Novos 30” cumpre o gênero comédia romântica divertindo através de fatos comuns. Ainda que seja simples, o longa de Valérie Lemercier atende as expectativas e o ritmo não cansa por sua objetividade.

 

 

Avaliação do Cinéfilos Anônimos
Avaliação dos Visitantes do site
[Total: 0 Média: 0]

CONTEÚDO RELACIONADOS

Compartilhe

Mestre em Comunicação e Produtora Musical. Fissurada no mundo Geek e apaixonada por adaptações de livros para cinema. Amante da música, cultura pop e cinema. Gosta tanto de contos de fadas que resolveu pesquisar 2 anos a história de Cinderela.