9 filmes dirigidos por MULHERES que podem representar o Brasil no Oscar 2019

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A Academia Brasileira de Cinema divulgou a lista dos 22 filmes nacionais que concorrerão para ser o representante do Brasil à uma vaga na categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2019 e, nesta lista algo que chamou atenção positivamente é que nela tem NOVE longa-metragens dirigido por MULHERES.

O número é expressivo e mostra o quanto às mulheres estão cada vez mais presentes na direção de um filme e de gêneros dos mais diversificados, como o filme de Gabriela Amaral Almeida com o seu terror slasher movie O Animal Cordial, além de documentários, dramas, drama musical, fantasia e comédia dramática.

Confira abaixo quais são os 9 filmes dirigidos por mulheres que estão entre os 22 selecionados para representar o Brasil no Oscar 2019:

 

O Caso do Homem Errado

Direção: Camila de Moraes

Gênero: Documentário

O documentário conta a história do jovem operário negro Júlio César de Melo Pinto, que foi executado pela Brigada Militar, nos anos 1980, em Porto Alegre. O crime ganhou notoriedade após a imprensa divulgar fotos de Júlio sendo colocado com vida na viatura e chegar, 37 minutos depois, morto a tiros no hospital. Além do caso que dá título ao filme, a produção discute ainda as mortes de pessoas negras provocadas pela polícia no país.

 


O Desmonte do Monte

Direção: Sinai Sganzerla

Gênero: Documentário

O documentário aborda a história do Morro do Castelo, seu desmonte e arrastamento. O Morro do Castelo, conhecido como “Colina Sagrada”, foi escolhido pelos colonizadores portugueses para ser o local das primeiras moradias e fundação da cidade do Rio de Janeiro. Apesar de sua importância histórica e arquitetônica, o morro foi destruído por reformas urbanísticas com o intuito de “higienizar” a cidade e também de promover a especulação imobiliária.

 


Aos Teus Olhos

Direção: Carolina Jabor

Gênero: Drama

Rubens é um professor de natação infantil acusado pelos pais de um aluno de beijar o filho deles no vestiário do clube. Quando a acusação viraliza nos grupos de mensagens e redes sociais da escola, começa um julgamento precipitado de Rubens sobre suas ações e intenções.

Crítica: Aos Teus Olhos aborda assuntos polêmicos como pedofilia e linchamento virtual

 


As Boas Maneiras

Direção: Julia Rojas e Marco Dutra

Gênero: Fantasia, Dama

Explorando o melhor de uma fábula e trazendo uma roupagem urbana e contemporânea, o novo longa de Juliana Rojas e Marco Dutra encanta, seduz e afronta, cria um clima tenso e expõe problemas importantes de uma sociedade que ainda não aprendeu a conviver com as diferenças.

Ana (Marjorie Estiano) contrata Clara (Isabél Zuaa), uma solitária enfermeira moradora da periferia de São Paulo, para ser babá de seu filho ainda não nascido. Conforme a gravidez vai avançando, Ana começa a apresentar comportamentos cada vez mais estranhos.

Crítica: Sensível e tenso, As Boas Maneiras expõe problemas sociais numa fábula macabra 

 


Alguma Coisa Assim

Direção: Mariana Bastos e Esmir Filho

Gênero: Drama

Certo dia os adolescentes Caio (André Antunes) e Mari (Caroline Abras) saem para curtir a noite nos barzinhos e baladas. Sete anos depois se encontram casualmente para um café. Após mais quatro anos vão ter a oportunidade de analisar mais a fundo essa relação a qual ambos preferiram não dar nomes ou rótulos.

Alguma Coisa Assim é um bela construção e desconstrução em todos os seus aspectos possíveis convivem de forma harmônica e intercalada. Estes conceitos sempre bem aplicados trazem riqueza e veracidade à trama. Mesmo com um Primeiro Ato ansioso por apresentar suas premissas dramáticas, o roteiro se equilibra e entrega um desfecho que é poesia pura!

Crítica: Alguma Coisa Assim revela amadurecimento dos personagens em três fases de suas vidas

 


Paraíso Perdido

Direção: Monique Gardenberg

Gênero: Drama, Musical

Dono da boate Paraíso Perdido, o patriarca José faz de tudo para garantir a felicidade de seu clã: os filhos Angelo e Eva, o filho adotivo Teylor e os netos Celeste e Imã. Unida por um amor incondicional, a excêntrica família encontra forças para lidar com seus traumas cantando clássicos da música popular romântica, o que atrai a curiosidade do misterioso Odair, um policial que cuida da mãe surda, ex-cantora.

Sob a luz cálida que iluminava o palco da boate familiar de Paraíso Perdido, surge a figura de Erasmo Carlos abrindo a noite da casa e dando início ao novo filme da cineasta Monique Gardenberg, numa narrativa muito bem estruturada entre drama, afeto, família e a aura musical e nostálgica das décadas de 60 e 70. Aqui o amor é livre, é um lugar onde não cabe nenhum tipo de preconceitos e intolerância, um lugar para quem realmente sabe amar e viver a vida.

Crítica: Drama, afeto, tolerância e a aura musical e nostálgica de Paraíso Perdido

 


Como é Cruel Viver Assim

Direção: Julia Rezende

Gênero: Comédia Dramática

Solitários, frustrados e incapazes de realizar qualquer coisa que dê sentido às suas vidas, Vladimir, Clivia, Regina e Primo armam um plano absurdo: seqüestrar um milionário. Mas não têm nenhuma experiência com crimes, nem noção do que essa operação pode envolver. Enquanto tomam as providências práticas, revelam-se seus medos e ambições.

 


O Animal Cordial

Direção: Gabriela Amaral Almeida

Gênero: Terror/Suspense

Quão simples pode ser um jantar em um restaurante, pedir um prato, um vinho, ser servido, lidar com a vaidade diante do valor de um prato ou do requinte do local e apreciar uma refeição com toda brutalidade da fome, das contínuas mastigadas que dilaceram o alimento e saciam uma necessidade básica e instintiva do homem, O Animal Cordial é sobre tudo isso e não vai te privar de nada durante seus 96 minutos em tela.

Um restaurante de classe média em São Paulo é invadido, no fim do expediente, por dois ladrões armados. O dono do estabelecimento, o cozinheiro, uma garçonete e três clientes são rendidos. Entre a cruz e a espada, Inácio – o homem pacato, o chefe amistoso e cordial – precisa agir para defender seu restaurante e seus clientes dos assaltantes.

Crítica | Sádico, alegórico e imersivo, O Animal Cordial é um filme para corações fortes e mentes abertas

 


Encantados

Direção: Tizuka Yamazaki

Gênero: Fantasia e Drama

Encantados é uma história de iniciação espiritual, de amor e misticismo sobre o desabrochar da jovem Zeneida até se transformar em importante pajé, assumindo sua herança espiritual cabocla. Os conflitos no convívio com a família, Zeneida enfrenta e resiste para viver plenamente o amor considerado impossível com Antônio, um ser sobrenatural, que vem das profundezas da floresta. Mas terá que escolher, aceitar seu dom e destino de ser pajé, ou viver encantada pelo povo das águas, os Caruanas.

 


Lembrando que a Academia Brasileira de Cinema escolherá o representante brasileiro ao Oscar de 2019 de Melhor Filme Estrangeiro no dia 11 de setembro.

 

 

 

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Publicitário, Designer e Crítico de Cinema. É obcecado por monstros gigantes e, talvez, o ser que mais assistiu Breaking Bad neste planeta. Raulseixista desde a infância, hiberna uma vez por ano nos alpes de Itapira, ouvindo 12 horas interrupta do Maluco Beleza