Crítica | A Sereia – Lago dos Mortos é confuso, sem sentido e desastroso

Confuso, sem sentido e desastroso: essa é a definição desse filme russo que promete um terror maravilhoso mas que decepciona em todos os sentidos! O que é muito pior do que uma história ser mal contada é o fato dela não te dar o que lhe prometeu. É assim que A Sereia – Lago dos Mortos mistura tudo de ruim em um único roteiro.

Nos minutos iniciais, vemos um homem perto do lago aparentemente enfeitiçado por uma sereia. A esposa tenta convencê-lo a não ceder aos encantos desse ser perigoso. Após a tentativa falhar, ela faz um acordo com a Sereia: “me leve e deixe o amado!”. Essa cena introduz a premissa de toda trama. A narrativa é protagonizada pelo casal, Roman (Efim Petrinin) e a noiva Marina (Vicktoryia Agalakova).

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Prestes a casar, Roman, um super nadador, ganha a casa do pai (o mesmo homem que foi liberto pela sereia no início do filme). Para organizá-la e ver como anda o estado da casa, Roman chama seu amigo que surpreendentemente convida várias pessoas para uma despedida de solteiro naquela hora. Chateado, o nadador vai até o lago para se distrair e sem perceber acaba sendo atraído pela mesma sereia.

A Sereia - Lago dos Mortos centro1_CA

Logo vemos o primeiro problema do filme: A SEREIA NÃO É SEREIA! Como assim? Isso mesmo! Toda propaganda nos faz querer ver uma sereia realmente assustadora e adaptada para o terror, mas a mulher que vemos é uma simples mulher que seu rosto muda sombriamente e não existe nem uma cauda de sereia! Se a ideia era tratar de uma ninfa das águas, pois então não intitulava o filme de A Sereia.

A partir desse erro, todo o resto é desencadeado em um perfeito desastre. Há inúmeros erros de roteiro que a cada take ficamos assustados, não com o terror e sim com a maneira ao qual a narrativa foi conduzida.

A Sereia - Lago dos Mortos centro2_CA

Marina é uma garota que morre de medo de nadar – vemos isso na primeira cena do casal na piscina – e no final, essa afirmativa é duvidosa.  Infelizmente não é possível nem julgar o elenco, pois com roteiro e desenvolvimento raso não dá para pedir muito dos atores.

Faltou atenção em vários aspectos: trilha sonora, maquiagem, linguagem audiovisual, fotografia, etc… Um pouco de tudo, aliviaria a decepção do espectador. O ser mais importante da trama passa a ser uma “sereia” com motivações sentimentais para ela fazer o que faz e não alguém que mata por maldade, como em filmes de terror.

Além das falhas apontadas, A Sereia peca por não se enquadrar, principalmente, em seu gênero. Cadê o terror? Onde está o ser misterioso e assustador ao qual as cenas e materiais promocionais nos prometeram? Essas são as indignações após assistir ao longa russo.

No fim, A Sereia – Lago dos Mortos é mais um filme de amor do que de terror!

 

 

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Mestre em Comunicação e Produtora Musical. Fissurada no mundo Geek e apaixonada por adaptações de livros para cinema. Amante da música, cultura pop e cinema. Gosta tanto de contos de fadas que resolveu pesquisar 2 anos a história de Cinderela.