Crítica | Animais Fantásticos e Onde Habitam: Os Crimes de Grindelwald

Após anos de sucesso da saga Harry Potter, a franquia de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, também assinada pela autora J.K. Rolling, volta em sua sequência como “Animais Fantásticos e Onde Habitam: os crimes de Grindelwald”. Como era de se esperar, fatos são revelados sobre o primeiro vilão dos bruxos, mas também, faltaram explicações e desenvolvimento de alguns personagens. Mesmo com falhas na produção de roteiro, a sequência está repleta de efeitos visuais, elenco de ótima atuações e fotografia maravilhosa.

No primeiro filme, há uma ambientação do que realmente se trata a história de Newt Scamander (Eddie Redmayne) e seus animais fantásticos. Obviamente, há mais cenas de ação por conta dos animais do que de aprofundamento de personagens. Já na sequência da franquia, que é dirigida pelo mesmo diretor dos últimos filmes de Harry Potter, David Yates, a história se firma em inserir novos personagens. Na trama, basicamente, todos querem encontrar Credence (Erza Miller), um obscurial perigoso que pode ser salvo, segundo o Prof. Dumbledore (Jud Law), com a ajuda de Newt.

Mantendo um forte elenco, sem dúvida, destaco atuações de Jud Law e Johnny Depp como sendo brilhantes. Ainda que o intérprete de Grindelwald tenha personagens caricatos em sua carreira, dessa vez, Depp deu a imagem correta do vilão, que não é assustador em comparação à Voldemort em Harry Potter, e sim um grande manipulador.

Nesta segunda sequência, houveram tantos personagens novos, que acabaram ficando sem continuidade. Apesar dos trailers e teasers, Nagini, interpretada por Claudia Kim, – a famosa cobra de Voldemort – é apenas um dos exemplos. Ela é amiga de Credence que o ajuda a encontrar algum sentido em sua vida para que ele deixe de ser um hospedeiro de um obscuros. Apenas isto! É possível que nos próximos filmes ela tenha mais ligações com a história central de Animais Fantásticos, mas enquanto isso, é assim que a veremos em “Crimes de Grindelwald”.

Nicolau Flamel (Brontis Jodorowsky), outro personagem citado em “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, tem sua função perdida. Em dado momento ele parece ser relevante, mas no final, ficamos sem explicações sobre seu papel .

Ainda que hajam falhas, os efeitos visuais da produção são de tirar o fôlego! Recheado de uma bela fotografia, as ações contidas não deixam a desejar. Vale muito a pena! A sequência está madura e pronta para as grandes cenas de lutas bruxas para os próximos filmes.

Hogwats está ainda mais linda e há muita nostalgia com algumas referências da primeira franquia da autora. (Pode-se até ver a profª. Minerva – beeeeeem jovem!).

Juntamente com os efeitos, a sonoplastia e trilha sonora deram conta das ações do início ao fim envolvendo o super tema icônico de John Willians da franquia Harry Potter, com as composições de James Newton Howard. A experiência de assistir em 3D não é muito boa pois a tendência é a produção escurecer ainda mais.

O filme entra em cartaz nesta quinta-feira e é um dos filmes mais aguardados pelos fãs de J.K.. Inclusive, PREPAREM-SE, pois haverão muitas teorias e revelações envolvendo os personagens!

 

 

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Mestre em Comunicação e Produtora Musical. Fissurada no mundo Geek e apaixonada por adaptações de livros para cinema. Amante da música, cultura pop e cinema. Gosta tanto de contos de fadas que resolveu pesquisar 2 anos a história de Cinderela.