Annabelle 2: A Criação do Mal | Crítica

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O Segundo filme desta boneca demoníaca é uma das raras exceções em que a sequência é melhor que o primeiro, principalmente dentro deste gênero

Maximize sua experiência e leia ouvindo essa gostosa trilha do filme!

 

Ela é uma boneca sinistra? Sim – seu estado sempre inércio, com aquele olhar vago e horripilante, misturada com um sorriso falso e sem vida, de alguma forma causa inquietação e medo nas pessoas, principalmente sabendo que por onde essa possuída tiver, coisas perturbadoras começam a acontecer.

Apesar do longa ser denominado como Annabelle 2: A Criação do Mal, ou Annabelle: Creation no original, o filme não é exatamente uma sequência ou uma continuação do primeiro, mas sim, um prelúdio, já que a história se passa anos antes dos acontecimentos do primeiro filme da temida boneca, ou seja, estamos diante da origem da demoníaca boneca e como ela acabou sendo possuída por uma entidade sobrenatural.

Tudo começa a partir de um terrível acidente de carro, onde o pai Samuel Mullins (Anthony LaPaglia), um artesão de bonecas, perde a sua filha tragicamente. Quatorze anos se passaram do acidente e Samuel resolve abrigar um grupo de meninas órfãs de um orfanato que foi fechado, junto com elas, uma freira (um pequeno easter-egg confirmando que o universo da franquia vai ser expandido) – mas ele deixa claro para as meninas diante de uma porta, “UM AVISO, DEFINITIVAMENTE NÃO ABRA ESSA PORTA”, claro, alguma curiosa irá abri-la e coisas estranhas irão acontecer.

É evidente que este segundo filme é melhor que o primeiro, a começar pela mudança na direção, David F. Sandberg assume o longa, além pupilo de James Wan, ele já é conhecido pelo seu bom trabalho em “Quando as Luzes se Apagam”. Sandberg se desprende do primeiro filme e nele coloca características de Wan, principalmente no que se trata do clima assustador de Invocação do Mal 1 e 2, que acabam funcionando na maioria das vezes.

Destaque para a produção visual que cria um excelente clima dos anos 50/60 – todos os detalhes dos cenários da época de cada ambiente foram muito bem desenvolvidos, principalmente na casa onde vive o casal e as garotas – tal como também o figurino e a trilha ajudam o filme a criar uma atmosfera intensa, angustiante e claustrofóbica em vários momentos. Até mesmo quando a música “You Are My Sunshine” (essa que você está ouvindo) de Johnny Cash e adaptada pelo compositor Benjamin Wallfisch especialmente para o filme é tocada do nada por uma entidade, ela quebra o suspense por causa de seu ritmo, mas aí que está, quando você está relaxando ouvindo a música, algo sinistro logo acontece pegando você no pulo e a angustia novamente toma conta de si.

Outro destaque fica para o elenco infantil e adolescente, com atuações impecáveis principalmente das atrizes mirins Talitha Bateman, que interpreta Janice e que sofre de poliomielite e tem um problema de locomoção, e Linda (Lulu Wilson), sua melhor amiga entre as crianças, mérito que podemos dedicar ao diretor de elenco Rich Delia.

Diferente do primeiro longa, em Annabelle 2: A Criação do Mal, todas as tramas acabam se resolvendo e o melhor nele é que tudo vai se conectando com os outros filmes da franquia, tanto os que já foram lançados, como os próximos que estão por vir, como o da freira demoníaca (The Nun) de Invocação do Mal 2, além de ter um final muito bem amarrado.

Aos fãs do gênero, o filme não decepciona, não é uma obra-prima do terror, mas sabe assustar com competência e sem apelar, mesmo com os clichês já conhecidos da franquia. Vale lembrar também que há duas cenas pós-créditos, aconselho a ficarem na sala para verem, pois revela um pouco do futuro do universo fértil de Invocação do Mal.

Avaliação do Cinéfilos Anônimos
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[Total: 5 Média: 4.2]

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Publicitário, Designer e Crítico de Cinema. É obcecado por monstros gigantes e, talvez, o ser que mais assistiu Breaking Bad neste planeta. Raulseixista desde a infância, hiberna uma vez por ano nos alpes de Itapira, ouvindo 12 horas interrupta do Maluco Beleza