Bad Day for the Cut (2017) | Resenha

Compartilhe

Apesar de bem elogiado no Festival de Sundance de 2017, o longa divide opiniões do público.

O filme de produção independente, narra a busca por vingança de Donal (Nigel O’Neill) um fazendeiro de meia-idade que abriu mão da própria vida para morar com a mãe, em uma pacata fazendo do interior da Irlanda. Tudo vai bem até que numa noite, ela é assassinada de forma misteriosa fazendo com que ele vá em busca de respostas para o crime, mas se depara com um mundo violento e um segredo sobre a sua família.

A premissa do longa é uma velha conhecida dos cinéfilos e o filme é interessante por não ter aquele padrão hollywoodiano batido. A atuação de O’Neill é muito boa e sua personificação de um homem comum e provinciano é perfeita. Os embates corpo a corpo, são bem verossímeis e não há inimigos superdotados como de costume em filmes de Hollywood. A boa e nostálgica trilha sonora e ausência de efeitos especiais, deixa mais evidente que não estamos diante de uma megaprodução americana.

Um ponto alto filme é quando, durante sua busca por pistas sobre a morte da mãe, Donal encontra Frankie Pierce (Susan Lynch) uma psicopata obcecada por vingar um crime que aconteceu quando ela ainda era pequena. Frankie, que apesar de ser uma vilã mediana, teve um papel importante no filme graças à boa atuação de Susan que soube dar mais veracidade e malvadez à personagem, que de tão insana, é capaz de matar um homem munida apenas de um ferro a vapor.

Contudo, o desenvolvimento da trama é um pouco confuso, o que faz com que o espectador se perca em alguns momentos. Ao inserir muitos elementos na história como humor negro, violência sem rodeios, drama social e drama familiar, esses “pedacinhos” até agradam e cativam, mas como um todo ficam meio deslocados, como se faltasse harmonia e deixando o filme morno e arrastado demais culminando em um desfecho deveras fantasioso.

De modo geral, é possível dizer que a estreia do diretor Chris Baugh com Bad Day for the Cut foi satisfatória, apesar de vermos mais um exemplo de boa história com uma má execução, ele consegue mostrar os danos colaterais e as consequências emocionais de uma jornada por vingança. Está longe de ser um filme imperdível, mas ainda assim é um bom entretenimento.

 

Trailer:

 

Avaliação do Cinéfilos Anônimos
Avaliação dos Visitantes do site
[Total: 4 Média: 4]

Compartilhe

Colaboradora do Cinéfilos Anônimos, 31 anos, jornalista. Amante dos animais, da sétima arte e de todas as outras