Crítica | Coisa Mais Linda, nova série da Netflix exalta o protagonismo feminino

No dia 22 de Março “Coisa Mais Linda” entrou na plataforma da Netflix. A série, que conta com grandes nomes do cinema brasileiro, é um retrato social da década de 50. Com mulheres fortes, os episódios emocionam e provocam reflexão sobre o papel da mulher na sociedade.

Maria Casadevall é Malu, uma jovem paulistana que perde o marido, o dinheiro e o nome para tornar-se dona de sua própria história. Já Fernanda Vasconcellos interpreta Lígia, mulher que deixa os sonhos de lado para se doar à carreira do marido, mas sonha em ser cantora. Mel Lisboa é Thereza que, à frente do seu tempo, não concorda com as convenções sociais que oprimem as mulheres. Por fim, Adélia, interpretada por Pathy Dejesus, é uma mulher negra que mora no morro e carrega o peso da escravidão em suas costas.

As quatro histórias, diferentes porém complementares, se cruzam e ecoam inúmeras questões como meritocracia, privilégios, machismo, feminismo e, principalmente, o protagonismo feminino.

Coisa Mais Linda cena com as protagonistas mulheres

Na época retratada, as moças não eram donas de si e ainda eram obrigadas a levarem uma boa reputação. Deixar o marido ainda que sofrendo feminicídio ou pior, ser deixada, era pouco aceitável pela comunidade. A série, portanto, é repleta de conflitos e embates entre a história antiga e a contemporânea. Ela demonstra, ainda, o desejo do gênero por independência, respeito e igualdade.

A música é o elemento que deixa o ar bucólico nessa primeira temporada de Coisa Mais Linda. O figurino elegante reflete o movimento pós-modernista dos anos 50. Já os elementos trazidos pela direção de arte como os discos de vinil, câmeras analógicas e máquinas de escrever são os elementos que compõe a sensação de nostalgia ao espectador. De toda forma, o conjunto de episódios desperta o melhor do ser humano: a empatia.

 

Trailer de Coisa Mais Linda:

 

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Quase jornalista, pseudo socióloga e fotógrafa e acredita que a arte pode mudar o mundo.