Crítica | A Casa do Medo: Incidente em Ghostland

Num cenário repleto de filmes de terror e suspense, “A Casa do Medo: incidente em Ghostland” não é o melhor dos gêneros mas pode prender o espectador do início ao fim pela história impactante ao qual as protagonistas passam. Em dado momento as situações são um tanto forçadas e bizarras causando estranheza para o roteiro e o seu desfecho é certo.

Beth (Chrystal Reed) e Vera (Taylor Hickson) são filhas de Pauline (Mylène Farmer), uma mãe que herda uma casa de uma tia e decide morar nela. Logo que começam a arrumar os pertences, dois homens estranhos invadem a casa e atacam a mãe e violentam as filhas. Dezesseis anos Após esse trágico incidente, as meninas, já crescidas, se reencontram na antiga casa e coisas estranhas acontecem.

A narrativa nos leva constantemente do presente ao passado e vice-versa, amenizando os climas de suspense e terror. Obviamente, o início nos sugere mais cenas de tensão, dando a impressão de que tudo que irá acontecer será muito apreensivo e inquietante.

Depois que o tema é esclarecido um pouco depois da primeira parte, a velocidade dos fatos vai diminuindo e o “terror” para a ser leve deixando a história das irmãs, que envolve violência, em primeiro plano.

O fato bizarro que é ligado aos agressores é impactante. Um deles ataca com a intenção de maquiar as vítimas para parecerem bonecas. Um ponto interessante para se falar de alguém muito psicopata.

A fotografia mescla nas cores de tons frios e opacos convergindo com os enquadramentos corretos de toda produção. Tratando do gênero, o impacto do espectador se dará mais pelas situações e história das agressões do que de sustos.

As atuações das protagonistas são corretas, mas o destaque vai para as atrizes adolescentes, Emília Jones (Beth) e Anastasia Phillips (Vera). As duas estão em ótima conexão e atuando muito bem.

Da metade pra frente “A Casa do Medo” deixa de ser aquilo que promete – terror – e passa para os clichês de filmes de suspense. Se por acaso alguém assistir ao filme sem ler a sinopse é possível que não haja a decepção em comparação a alguém que espera um terrorzão!

 

 

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Mestre em Comunicação e Produtora Musical. Fissurada no mundo Geek e apaixonada por adaptações de livros para cinema. Amante da música, cultura pop e cinema. Gosta tanto de contos de fadas que resolveu pesquisar 2 anos a história de Cinderela.