Crítica: A Luz no Fim do Mundo mostra uma sociedade em risco de extinção.

Algumas relações familiares sempre nos oferecem ótimas histórias em qualquer gênero do cinema. Mas se dissermos que o enredo de A Luz no Fim do Mundo fala apenas de um pai super protetor que impede que sua única filha conheça o mundo sozinha estaríamos reduzindo a profundidade que esse enredo propõe. Afinal o mundo em que esse pai super protetor vive está se recuperando de um evento que no passado reduziu quase que por completo toda a população feminina, restando apenas poucas meninas imunes ou resistente ao vírus genocida.

Um mundo sem mães.

Sendo assim, em um mundo sem mulheres também não temos mães, portanto só vemos homens e são na maioria adultos já que o evento ocorreu há cerca de 10 anos.
Nessas condições onde a raça humana está beirando a extinção, a espécie feminina é considerada uma iguaria por ser algo raríssimo. Sabendo dessa procura descontrolada por mulheres, o pai interpretado por Casey Afleck fará de tudo para esconder a filha de qualquer perigo iminente, enquanto a pequena Rang, interpretada por Anna Pniowsky, cresce e se desenvolve com seu exemplo e com a ajuda dos diversos livros que o mundo apocalíptico deixou disponível.

O Apocalipse não é o cerne do enredo.

Apesar do tema ter espaço para diversos desdobramentos, o longa não consegue evoluir muito, ficando apenas no esquema de trocar de lugar cada vez que algum suspeito aparece, e em seguida preparar o nosso roteiro de fuga.
Podemos notar que, assim como no seriado The Walking Dead, a temática apocalíptica não é o cerne do enredo, mas são as relações sociais, que o ser humano é capaz de estabelecer em um ambiente com recursos limitados, que fazem o verdadeiro pano de fundo.
As cenas de luta corporal estabelecidas pelo pai mostra muita força física, mas aparentemente nenhuma coreografia ou arte marcial envolvida, aparentando uma verdadeira briga de rua tradicional.
Não podemos esquecer da participação da atriz Elizabeth Moss interpretando a mãe de Rang que que aparece em raros flashbacks mostrando seus momentos finais de vida como imagens da memória do pai da Rang.

 

Ele fez a direção, o roteiro e o protagonista.

Casey Affleck que já venceu o Oscar de melhor ator em 2016, nesse filme ele atua e assina o roteiro e a direção. Usando tomadas amplas capazes de captar a movimentação a longa distância mesmo quando observamos um personagem em primeiro plano, Affleck teve o cuidado de transferir para a telona a mesma tensão de quem está 100% atento a cada movimento, seja pelas tomadas ou pela sua atuação realmente muito boa.

Sugiro que veja essa aventura da vida.

 

Trailer: 

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Professor de exatas e músico baterista, sempre trabalhou com tecnologia como desenvolvedor. Leitor de quadrinhos de heróis e livros de ficção. Como fã da série Star Trek absorveu a lógica do Sr Spock e muito do comportamento social presente nos capitães das naves da Federação. Vida e longa e próspera a todos.