Crítica: Doutor Sono surpreende desde os mais fãs até quem nunca viu O Iluminado.

Depois que o garoto iluminado Danny conseguiu sair do Hotel de onde quase foi assassinado pelo pai transtornado, ele seguiu a vida e em um determinado momento resolveu fazer algo mais útil com o seu dom. Foi trabalhando com os seus dons, ajudando pacientes em fase terminal que ele passou a ser conhecido como Doutor Sono.

Ewan McGregor

Continuar um clássico não é tarefa fácil.

O desafio de se fazer uma continuação de um clássico do cinema deve passar por um cuidado muito delicado para não decepcionar os fãs e nem manchar o trabalho genial que o clássico já tinha deixado. E podemos garantir que o diretor Mike Flanagan conseguiu resgatar muita coisa boa do clássico de Stanley Kubrick além de incluir ainda mais fantasia em cenas muito bem elaboradas, quase que vertiginosas, usando cenários giratórios, olhos brilhantes e várias referências do primeiro filme.

Rebecca Ferguson

A preocupação do casting para selecionar atores parecidos com os mesmos que interpretaram “O Iluminado” em 1980, foi fundamental para causar a sensação de continuação do longa. Mesmo que o espectador não tenha visto o primeiro filme, ele não vai perder nada, pois apesar de deixar claro como a iluminação que Danny (Ewan McGregor) funciona, o personagem iluminado de destaque nessa história é a pequena Abra Stone (Kyliegh Curran) que está sendo alvo de um grupo de pessoas que se alimentam sugando a iluminação do mundo. Então, ao final de Doutor Sono você vai querer ver “O Iluminado” caso ainda não tenha visto. Mas logo notará que ambos tem histórias diferentes sem que haja uma ligação necessária entre os dois, exceto pelo fato de ter a presença do personagem Danny nas duas histórias.

O hotel volta a atacar no terceiro ato.

Usando técnicas parecidas com as consagradas de Kubrick como aproximações em Slow Motion (câmera lenta) e efeitos sonoros que ampliam o suspense, o longa conseguiu surpreender. O primeiro ato mostra Danny ainda criança com sua mãe. Mas é no segundo ato os iluminados se comunicam. Entretanto quando o filme volta para o hotel no terceiro ato, ele acaba perdendo um pouco do ritmo que vinha tendo com a caçada aos iluminados, liderada por Rose (Rebecca Ferguson). Mas logo retoma a dinâmica e volta a surpreender com os atores muito parecidos fazendo cenas idênticas à versão clássica.

 

Doutor Sono divide o protagonismo assim como fez no primeiro filme.

Kyliegh Curran

Apesar do personagem Danny ser o Iluminado desde a versão clássica, ele sempre acaba prestando um suporte para outro personagem. No caso do primeiro filme, o pai do Danny assumiu completamente o enredo e o protagonismo. Agora em Doutor Sono, a garota Abra Stone ganha tanto destaque na história que chega a alternar o protagonismo com Danny em vários momentos.

 

Se você estiver com as imagens de “O Iluminado” na memória vai gostar ainda mais do Doutor Sono.

 

Vale a pena conferir.

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Professor de exatas e músico baterista, sempre trabalhou com tecnologia como desenvolvedor. Leitor de quadrinhos de heróis e livros de ficção. Como fã da série Star Trek absorveu a lógica do Sr Spock e muito do comportamento social presente nos capitães das naves da Federação. Vida e longa e próspera a todos.