Crítica: Killing Eve

Crítica: Killing Eve é o jogo de gato e rato que você precisava e não sabia

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A BBC America nos presenteou recentemente com mais uma série fantástica, Killing Eve. Protagonizada por Sandra Oh e Jodie Comer, a série consegue trazer uma serial killer psicopata para seduzir o público e te levar em uma jornada cheia de mortes, perseguições e personagens femininas pra lá de interessantes.

O novo thriller da BBC traz Eve Polastri, uma funcionária de serviços de segurança muito inteligente porém frustrada com seu trabalho atrás de uma mesa quando seu desejo é na verdade de ser uma espiã. Com um interesse além do normal em assassinos em série, a funcionária consegue se destacar e ganha uma equipe própria para rastrear e localizar uma assassina que vem chamando a atenção, Villanelle. Elegante e talentosa, a personagem é apegada aos luxos que seu violento trabalho lhe oferece e acaba tendo um interesse grande em Eve, iniciando um jogo perigoso.

Não é preciso dizer que o primeiro diferencial da série já começa por suas personagens principais serem duas mulheres independentes e com personalidades bem fortes que ao se cruzarem mostram a capacidade profissional de ambas, cada uma em sua área. Vale a pena mencionar aqui a forma que a personagem de Eve é mostrada, uma obcecada por assassinatos em séries e os responsáveis por tais. O que normalmente é visto com horror e desgosto pela a maioria das pessoas, aqui é visto como um trabalho bem feito, os detalhes, o distúrbio mental que faz uma pessoa ter a frieza ao ponto de realizar esses assassinatos é algo curioso e Eve é a perfeita “nerd” dos assassinos.

Crítica: Killing Eve

Villanelle também traz uma impulsividade e frieza que te deixa completamente hipnotizado, seja no momento em que ela está se camuflando na população “normal” ou quando ela se mostra vulnerável. É com certeza uma personagem bem construída e que deixa claro sua falta de empatia por qualquer pessoa que seja, o objetivo para ela é usar as pessoas como ferramentas e não construir relacionamentos amorosos ou de amizade. Com um passado que nos explica melhor os motivos que a deixaram desta forma e personagens secundários que conseguem aderir mais a história, é impossível piscar durante os minutos de Killing Eve.

Poucos episódios, um roteiro muito bem adaptado do livro e atuações afiadíssimas faz desta uma das melhores estreias atuais, deixando questões em aberto para uma segunda temporada – está já garantida – e uma produção excelente da BBC America, a série com certeza é uma ótima pedida seja para uma maratona rápida ou para assistir pouco a pouco. Um jogo de gato e rato bem ousado e intrigante que te deixa ansioso para o próximo episódio, fazendo com que a série se torne uma das melhores estreias do ano até o momento.

Avaliação do Cinéfilos Anônimos
Avaliação dos Visitantes do site
[Total: 4 Média: 3.5]

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Devoradora de séries, com mais de 100 na grade atualmente. Eterna fã de LOST e apaixonada por ficção científica. Diz a lenda que encara qualquer filme, desde que não tenha nenhum brinquedo assassino envolvido.