Crítica: Morto Não Fala prova que o senso de ética vale para além da vida.

Já é senso comum que não se deve brincar com o sobrenatural. Entretanto quando se tem o poder de conversar com os mortos, a relação que se tem com o sobrenatural se torna bem diferente ao ponto de ser comum que se ultrapasse alguns limites éticos e morais.

Limites morais e éticos são ultrapassados em Morto Não Fala.

Pode até não fazer muito sentido se preocupar com moral e ética quando os envolvidos estão falecidos, mas o respeito deve prevalecer em qualquer plano, esteja vivo ou não. A prova disso está no que acontece com a vida de Stenio interpretado por Daniel Oliveira depois que teve a ideia de sujar as mãos de sangue no sentido figurado. Até porque para Stenio sujar as mãos de sangue faz parte do dia-a-dia de trabalho no Instituto Médico Legal.
O filme tem vários elementos que já deram certo na história do terror mundial. Cenas em cemitério, necrotério ou porão sempre dão ótimas histórias. Além de corpos possuídos e muitos gritos fazem desse longa um filme necessário para quem gosta do gênero.
O drama de Stenio começa assim que uma suspeita que poderia mexer com o seu casamento se confirma depois de uma conversa que ele teve com um cadáver que era seu conhecido do bairro. Nesse momento algo mexeu com o psicológico de Stenio que passa a ignorar qualquer senso de ética. Logo em seguida os espíritos se revoltam com os atos de Stenio e passam a assombrar a tudo que estiver próximo dele, deixando-o ainda mais transtornado.

Interpretação e efeitos sonoros fundamentais para ampliar o terror.

A interpretação é um dos pontos mais fortes desse longa. Todos os atores estão incríveis em seus respectivos papéis o que indica uma ótima direção de Dennison Ramalho. Além disso os efeitos especiais e os efeitos sonoros são fundamentais para assustar todos dentro do cinema. O papel de Fabiula Nascimento é um dos mais complexos do filme por interpretar a esposa de Stenio em diversas etapas da vida e da morte. Ainda assim, a interpretação da Bianca Camparato consegue se superar e fazer parte dos pontos mais altos do filme.
Como os bons filmes de terror, esse também deve ser visto com as luzes apagadas para ampliar a sensação que o seu subconsciente for capaz de criar. Mas cuidado, se você costuma se impressionar com temas muito fortes, com cenas de mortes e fases de putrefação elevada, vale a pena ver acompanhado para ter algo que te traga para a realidade rapidamente.

 

 

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Tenha um bom divertimento.

 

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Professor de exatas e músico baterista, sempre trabalhou com tecnologia como desenvolvedor. Leitor de quadrinhos de heróis e livros de ficção. Como fã da série Star Trek absorveu a lógica do Sr Spock e muito do comportamento social presente nos capitães das naves da Federação. Vida e longa e próspera a todos.