Crítica: O Caso de Richard Jewell mostra o estrago que a imprensa pode causar na vida de um cidadão comum.

Conheça a história real de Richard Jewell, o segurança que teve três dias de fama pelo heroísmo de evitar que o número de vítimas de um atentado ocorrido em Atlanta em 1996 fosse ainda maior. Esse heroísmo se transformou rapidamente em vilania depois que Jewell passou a ser considerado o principal suspeito do atentado pelo FBI. E essa história se tornaria um prato cheio para a imprensa norte-americana viciada em escândalos sensacionalistas.

Vencedores do Oscar fazem um belo trabalho.

Clint Eastwood

A direção é do vencedor do Oscar Clint Eastwood que traz uma equipe igualmente competente para manter a sua qualidade em detalhes como a identificação da cultura que embalava o mundo em 1996, situando o cinéfilo no tempo certo da história, além de ter uma ótima trilha sonora que encaixa na trama perfeitamente e conseguir misturar suspense com drama de forma impactante e gradual.
No elenco também temos vencedores de Oscars: Sam Rockewell e Kathy Bates interpretam respectivamente o advogado Watson Bryant e Bobi Jewell, a mãe de Richard Jewell.

O Caso de Richard Jewell explodiu na mídia.

Se você não se lembra desse atentado que aconteceu em Atlanta enquanto sediava as Olimpíadas em 1996, você também vai ficar se questionando sem saber quem está falando a verdade. Existem argumentos suficientes para se condenar Jewell assim como existem argumentos para absolve-lo. E a forma como o enredo foi conduzida deixa essa dúvida no ar. Se você já sabe como essa história termina, vale a pena ver a interpretação desse incrível elenco e se emocionar com o drama de todos os envolvidos.

O filme tem sequências e tomadas clássicas, que permitem o bom entendimento geral do enredo. Mas quando o diretor precisa plantar a dúvida ele usa um recurso de imagem que impede a identificação do personagem, assim não é possível saber quem realmente ligou para a polícia e disse a frase que causou o terror em Atlanta.

“Há uma bomba no Centennial Park. Vocês têm trinta minutos.”

A imprensa pode fazer mais estrago do que o FBI.

Esse é um daqueles filmes que mostram o poder da mídia na vida de um cidadão comum. Qualquer crime que tivesse apenas a investigação da polícia, ou até mesmo do FBI, não teria tanto prejuízo ao acusado se comparado com o estrago que vemos quando a imprensa transforma tudo em um verdadeiro circo. Outro filme que mostra o poder da imprensa também de 2019, é o “Segredos Oficiais” que mostra o estrago que a imprensa fez na vida de quem supostamente teria enviado emails que comprometeria a invasão do Iraque em 2003.

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Professor de exatas e músico baterista, sempre trabalhou com tecnologia como desenvolvedor. Leitor de quadrinhos de heróis e livros de ficção. Como fã da série Star Trek absorveu a lógica do Sr Spock e muito do comportamento social presente nos capitães das naves da Federação. Vida e longa e próspera a todos.