Crítica: O Gênio e o Louco promove diversos significados para o amor enquanto cria o mais importante dicionário da língua inglesa.

O filme se passa em Oxford, Inglaterra de 1872, e conta a história de uma amizade verdadeira e improvável entre o Gênio e o Louco. Mel Gibson e Sean Penn dão vida a história dos primeiros verbetes do dicionário mais importante na língua inglesa.

Com a crescente evolução cultural percebida pelos catedráticos em meados do século XIX, os principais nomes a Universidade de Oxford resolveram se reunir para indexar todas as palavras já criadas em língua inglesa com a sua respectiva origem, variações e significados. O líder dessa tarefa sem precedentes foi o Professor James Murray (Mel Gibson) que conseguiu reunir um time de pesquisadores e praticamente toda a população falante da língua para compartilhar o desafio.

Entre seus principais colaboradores estava o Dr. William Minor (Sean Penn) que vivia internado permanentemente em uma casa para doentes mentais depois que sua esquizofrenia o fez cometer um crime contra a família da Sra Eliza Merrett (Natalie Dormer).

A sua intensa colaboração contribuiu com mais de 10.000 verbetes ao dicionário Oxford, e isso chamou a atenção do Professor Murray que logo se aproximou e rapidamente criou fortes vínculos de amizade que foram fundamentais para a manutenção da sua qualidade de vida e sua saúde mental.

 

Sem amor nada disso faria sentido, aliás nada faz sentido sem amor.

Não estranhe se você se deixar levar pela emoção do filme. Conseguir se emocionar ao ver as transformações naturais que só o amor consegue realizar em diversas frentes é algo muito bom e esse filme é um prato cheio de emoções.

Em o Gênio e o Louco você vai ver o amor da verdadeira amizade fazendo milagres em um cérebro genial preso na própria esquizofrenia. Também verá o amor da doação totalmente voluntária dando significado pleno ao tempo que estaria ocioso. E ainda poderá acreditar no ser humano ao ver o amor que perdoa salvando vidas arruinadas transformando-as em algo magnífico.

 

 

O Gênio e o Louco é para se indicar em sala de aula.

O filme escolheu muito bem os planos que ora enfatizam a arquitetura de Oxford, ora permite o espectador caminhar em primeiro plano e outrora dramatizam a insanidade mental e o trabalho homérico de se elaborar um dicionário. O diretor Farhad Safínia conseguiu ao mesmo tempo entreter e auxiliar diversas disciplinas acadêmicas como material de apoio didático. Os professores de Língua Inglesa, História e Psiquiatria ganharam mais uma ótima opção para sugerirem aos seus alunos.

Não sabemos que se foi para equilibrar a participação dos excelentes atores mas algumas cenas são menos exploradas ou se resolvem mais rapidamente do que outra apesar de sua complexidade dramática. Mesmo assim, você sairá do cinema notando que a categoria de gênio e de louco se alterna entre os personagens de forma muito natural. A isso damos o mérito ao diretor que apesar da pouca experiência já havia trabalhado como roteirista para o Mel Gibson no filme Apocalyto (2006).

 

Trilha sonora envolvente

Com um tema muito apropriado para o momento histórico a trilha sonora consegue preencher qualquer vazio que o confinamento de um hospício pudesse causar.  Em um filme onde enredo bebe da literatura a música soube fazer seu papel sem se sobressair para não perder a importância do silêncio em determinados momentos introspectivos.

 

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Trailer:

 

Título Original: The Professor and the Madman (2019)
Drama, 2h04
Lançamento no Brasil: 14 de abril de 2019

Avaliação do Cinéfilos Anônimos
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[Total: 1 Média: 5]

Professor de exatas e músico baterista, sempre trabalhou com tecnologia como desenvolvedor. Leitor de quadrinhos de heróis e livros de ficção. Como fã da série Star Trek absorveu a lógica do Sr Spock e muito do comportamento social presente nos capitães das naves da Federação. Vida e longa e próspera a todos.