Crítica: Os Parças 2 tem o que tinha de melhor em Os Trapalhões.

No primeiro filme, os Parças conseguiram o milagre de realizar a festa de casamento da filha de um mafioso, agora a missão é recuperar uma colônia de férias escolares, que mais parece cenário de filme de terror, para que Romeu (Bruno de Luca) possa fugir de mais uma encrenca. Mas para isso eles precisam garantir que o grupo de estudantes permaneça na colônia de férias e não peça seu dinheiro de volta.
Na primeira parte do filme eles precisam causar uma boa primeira impressão, sendo assim, Toin (Tom Cavalcante), Ray Van (Whindersson Nunes) e Pilôra (Tirulipa) dão um trato no ambiente no melhor estilo pastelão peculiar de cada personagem. Depois disso o grupo passa a disputar recursos com a colônia vizinha usando gincanas e as trapaças, já esperadas.

 

Os Parças 2 ficou mais cinema e menos Youtuber.

Os cortes nos diálogos ficaram muito melhores do que no anterior pois não atrapalharam o entendimento nem perderam o tempo das piadas o que é muito importante nas comédias. No filme de 2017 alguns cortes tiveram características de youtuber, talvez para explorar o sucesso de Whindersson, e isso não colaborou com a dinâmica nem com o fôlego entre as piadas.

 

Piadas e temas mais acessíveis para o jovem estudante.

Com a chegada de dois ônibus cheios de estudantes, a classificação indicativa pode ser ainda menor, já que muitas piadas do primeiro filme eram direcionadas para o público adulto, o que não acontece em Os Parças 2, que está claramente direcionado para os jovens estudantes.
Usando o mesmo roteirista, Claudio Torres Gonzaga, o filme conta com a direção de Cris D’Amato que fez um ótimo trabalho ao ponto de compararmos com alguns clássicos de Os Trapalhões. Aliás, muito do humor apresentado em Os Parças 2 segue a mesma linha cômica de brincar com características pessoais, mas com muito cuidado de não parecer agressivo e nem se aproximar do bullying. Temas como amizade, parceria, liderança, espírito de grupo estão muito bem representados com as brincadeiras envolvendo as duas colônias.

 

Vários momento em que o público ri alto.

A comédia tem vários pontos altos com as imitações de Tom Cavalcante além do uso de cenas aceleradas, caretas e flatulências de todo o grupo. Algumas cenas que envolviam mais ação com muitos personagens podiam ter sido mais bem trabalhadas para aumentar o envolvimento do publico. Mas já sabemos que cenas assim exigem mais tempo de ensaio, recursos e habilidades técnicas que poderiam atrasar o acabamento do filme.


O sucesso do primeiro filme trouxe mais recursos ao ponto de conseguirem participações especiais como a do jogador de futebol de salão, Falcão, além da cantora Simone. Aliás a trilha sonora,assim como no primeiro filme, está muito boa. Pelo menos dessa vez Toin não precisou imitar nenhum cantor.

🙂

 

É um filme para toda a família.

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Professor de exatas e músico baterista, sempre trabalhou com tecnologia como desenvolvedor. Leitor de quadrinhos de heróis e livros de ficção. Como fã da série Star Trek absorveu a lógica do Sr Spock e muito do comportamento social presente nos capitães das naves da Federação. Vida e longa e próspera a todos.