Crítica: Sem Ressentimentos, mostra dificuldades na vida de jovens refugiados na Alemanha.

Parvis (Benny Radjaipour) é filho de iranianos exilados e precisa fazer alguns trabalhos comunitários para não terem problemas com a imigração da Alemanha. Nesses trabalhos ele se apaixona por Amon (Eidin Jalali), que também fugiu do Irã com sua irmã, Banafshe (Banafshe Hourmazdi). Essa é uma história de amor e amizade que tem como plano de fundo o dilema dos refugiados na Alemanha.

A Alemanha é considerada um ponto de refúgio importante para aquela região que vive em guerras há séculos. Depois da queda do muro e Berlim essa situação aumentou muito, e por isso, a vida dos refugiados não é tranquila na Alemanha atualmente. A situação chega a ser dramática quando o refugiado é gay e veio do Irã, onde existem leis que punem a homossexualidade com a pena de morte. Dessa forma, Amon e Parvis devem evitar confusões para não serem deportados para o Irã, e terem de viver uma vida que não lhes pertence.

Traz a representatividade dos gays para as telonas.

O filme tem papel importante na representatividade do universo LGBTQ+, pois mostra de forma natural como a vida dos gays pode ser vivida sem tantos problemas em uma sociedade menos discriminatória. As cenas de relacionamentos familiares e amorosos são bem trabalhas pela direção deixando tudo muito natural, tal como sempre vemos em relacionamentos hétero no cinema.

O tema dos refugiados e as interpretações merecem destaque no longa.

O diretor, Faraz Shariat, não usa muitos recursos de imagem além de alguns closes em cenas de baladas ou romances, e poucos efeitos de sombra. Também usa o slow motion para reforçar os momentos de êxtase após as festas sob o efeito do álcool. São imagens básicas, mas com atores muito bem dirigidos.

A trilha sonora tem músicas eletrônicas de baladas, e cumpre o seu papel sem muito destaque. Além do roteiro usar temas importantes, o filme ganha com a atuação dos protagonistas. A forma como eles entraram no papel e se entregaram emocionalmente demonstra muita verdade nas cenas bem dirigidas.

Podemos separar a obra em três partes: A primeia antes de Parvis se envolver com Amon, depois temos a fase de fortalecimento da amizade e parceria, e entra na terceira parte quando os problemas com a imigração se amplificam.

Vencedor do prêmio Teddy no Festival de Berlim.

Wir (2020) – Alemanha (línguas: alemão – persa – árabe) – 1h32min
Esteve na 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
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Avaliação do Cinéfilos Anônimos
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Crítico de formação livre pela Casper Líbero. Músico baterista, que trabalha com tecnologia, leitor de quadrinhos de heróis e livros de ficção. Como fã da série Star Trek busca analisar e escrever suas críticas com a coerência e a ética dos capitães das naves da Federação dos Planetas Unidos. Vida e longa e próspera a todos.