Crítica: Santa Clarita Diet revigora seu cardápio para a 2ª temporada e apresenta um menu cheio de ótimas bizarrices

Depois de saborearmos o primeiro jantar criado pela Netflix, com a sua receita chamada Santa Clarita Diet, o espectador é convidado novamente para experimentar a mesma receita, mas desta vez com mais temperos e aditivos cômicos que deixam a segunda temporada da série, muito mais divertida e ainda mais inusitada.

A nova temporada começa exatamente onde terminou a primeira, com Sheila (Drew Barrymore) acorrentada no porão de sua casa, seu marido Joel (Timothy Olyphant) sendo internado em um hospício, e Abby (Liv Hewson) e Eric (Skyler Gisondo) em suas pesquisas para descobrirem o que falta fazer o soro funcionar. Mas se você pensa que os próximos 10 episódios ficarão focado somente nesse cardápio, se enganou! Então prepare-se porque o que vem por aí é um show de humor, bizarrices e situações bizarras que fazem com que você não durma enquanto não terminar os 10 ingredientes novos do menu.

Vale destacar que a temporada não fica centrada apenas na cura para a Sheila, eventos vão acontecendo e o quarteto de alguma forma acaba que focando as suas forças para encontrar a origem de como tudo isso começou a acontecer – e da forma mais estabanada que a família Hammond pode oferecer, eles descobrem que mais outras pessoas estão passando pelo mesmo problema.

Sheila está mais faminta, o que a torna mais caçadora ainda, como é bom ver Drew Barrymore em situações cômicas, Timothy Olyphant, está genial, faz o Joel parecer que vai enlouquecer a qualquer instante, sua aparência insana reluz em todos, é quem liga a família da realidade da série. Abby ganha mais destaque, e se mostra uma perfeita mistura dos pais, apresenta mais maturidade para viver com a situação, ela começa a fazer mais parte dos planos dos pais e ao mesmo tempo, descobre que tem que aprender a lidar com seus impulsos, de querer mudar o mundo e as pessoas. Eric está mais íntimo aos Hammond e seu crescimento pessoal surpreende a todos, e o torna o personagem mais cativante desta temporada.

E não acaba por aí, outros personagens ganham destaques, Ramona (Ramona Young) e Mary Elizabeth Ellis (Lisa), principalmente a excêntrica Ramona – mas um deles em especial, de chato e irritante a uma cabeça morta-viva pensadora, com diálogos inspiradores e frases de efeitos que vão fazer seu paladar simpatizar-se com ele e claro, torcer para que essa iguaria continue no menu até o fim da temporada.

Outro ponto que funcionou muito bem nesta temporada foi a inserção de algumas críticas e “um” autoconsciente em meio ao humor cômico das situações, como por exemplo os diálogos sobre sexismo, religião e bullying.

Santa Clarita Diet continua despretensiosa e diferente do humor que estamos acostumados ver atualmente, não é uma série para ser levada a sério, e seus roteiristas sabem disso e sabem muito bem aproveitar isso. Aqui não tem a intenção de seguir ou reinventar a mitologia zumbi, é apenas para entreter, é para divertir e fazer com que o espectador se delicie com as situações mais bizarras possíveis.

Como diz o Joel em vários momentos, pode pedir o cardápio que “vai dar tudo certo”, e você terá 30 minutos de muita diversão para cada ingrediente devorado desta temporada.

 

 

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Publicitário, Designer e Crítico de Cinema. É obcecado por monstros gigantes e, talvez, o ser que mais assistiu Breaking Bad neste planeta. Raulseixista desde a infância, hiberna uma vez por ano nos alpes de Itapira, ouvindo 12 horas interrupta do Maluco Beleza