Crítica: Vidas à Deriva é mais do que um barquinho em alto mar.

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Vidas à Deriva conta como um casal passou momentos difíceis enquanto velejava pelo Oceano Pacífico. Apesar da vasta experiência, eles foram surpreendidos pelo furacão Raymond, o maior já registrado na história do Pacífico. Assim, com imensas avarias eles tiveram que sobreviver por mais de 40 dias com o pouco suprimento que havia no estoque e com muita esperança no imponderável.

 

Baseado em fatos reais relatados no livro da protagonista.

É acima de tudo uma história de amor e de superação que o casal de velejadores Tami Oldham (Shailene Woodley) e Richard Sharp (Sam Clafin) enfrentaram em 1983.

O filme tem uma fotografia belíssima como a maioria dos filmes em alto-mar. Aliás, a maior parte do filme não se vê terra firme, o tempo todo só existe o barco e o infinito. Em muitas cenas as câmeras submersas parcialmente geram uma sensação ainda maior de realidade. Mais de 90% das cenas foram realmente gravadas no mar. Dessa forma, além de causar a sensação de enclausuramento dos personagens no barco avariado o diretor islandês Baltasar Kormákur conseguiu mostrar a força e a resiliência de Tami Oldham, autora do livro “Céu Vermelho em Luto: A verdadeira história do Amor, Perda e Sobrevivência no mar”.

 

Cinéfilos à deriva.

A incerteza do futuro, o racionamento do estoque que já está comprometido, a sorte deixada por conta das correntezas e do vento são algumas das experiências que dão ao cinéfilo a sensação de viver à deriva também.

Shailene Woodley

Apesar de contar a história de um casal, a protagonista é a própria Tami Oldham, autora do livro-base. O filme tem 3 atos muito claros: No primeiro ato mostra a garota surfista que deixa o vento determinar o seu próximo destino, e como que ela saindo de San Diego encontra seu parceiro de vida, o velejador Richard. O segundo e o terceiro atos já conta a tragédia, e a superação das limitações e dificuldades que a vida à deriva oferece.

É realmente uma história muito bem contada, e a adaptação para o cinema ficou muito bem dirigida e interpretada. Não sei se o fato de gravarem por tanto tempo no mar, e não em piscinas cenográficas deu o tom certo da agonia, do desespero, e dos delírios que a atriz Shailene Woodley imprimiu perfeitamente na personagem, mas posso garantir que será uma boa diversão para o cinéfilo. Shailene já concorreu ao Globo de Ouro de 2018 pela série Big Little Lies.

 

Trailer:


Vidas à Deriva (2018)

Tìtulo Original: Adrift
Duração: 1h36m
Drama, ação e aventura
Estreia: 09 agosto 2018

Elenco: Shailene Woodley e Sam Clafin (no barco)
Direção: Baltasar Kormákur

Avaliação do Cinéfilos Anônimos
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[Total: 1 Média: 4]

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Professor de Física formado pela USP sempre trabalhou com tecnologia como desenvolvedor. Fã de carteirinha da série Star Trek gosta muito de pensar com a lógica do Sr Spock, mas prefere agir com a mesma sabedoria social presente nos capitães da Enterprise, em especial o Capitão Kirk. Vida e longa e próspera a todos.