Crítica: Eu Só Posso Imaginar traz a história da canção de rock cristã mais famosa do mundo

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Mesmo que você não seja propriamente fã de música gospel, já pode ter ouvido a canção I Can Only Imagine, da banda americana MercyMe. Lançada em 1999, logo se tornou um hit mundial. E é exatamente sobre a história da música que o filme Eu Só Posso Imaginar” se trata. Afinal, de onde surgiu a inspiração para os versos que ainda fazem tanto sucesso?

Para entender como surgiu I Can Only Imagine, o filme mostra a história de seu compositor, o músico Bart Millard (interpretado por J. Michael Finley), que até hoje é o vocalista da banda MercyMe.

Bart era um menino que sofria com um pai violento e abusivo, papel que no filme ficou a cargo de Dennis Quaid. Para suportar as dores físicas e psicológicas, ele se refugia no amor da mãe, na fé e na música.

Mas, quando ainda era uma criança, a mãe de Bart abandona a família, deixando o filho sozinho com o pai. E assim ele cresce e se transforma em um adolescente traumatizado, inseguro e que na primeira chance que tem de ir embora, abandona a cidade natal em busca de um lugar qualquer, desde que não perto de casa.

O público vai descobrindo como Bart conheceu seus companheiros de banda e fundaram a MercyMe. Apesar de várias tentativas, o sucesso não chega e Bart decide que precisa vencer seus medos e inseguranças para finalmente brilhar no palco. E isso só seria possível enfrentando seu pai.

À volta para casa

Assim que volta para casa, Bart percebe que seu pai, aquele homem violento e sem fé, está muito mudado. E não demora para descobrir o motivo: seus dias estão perto do fim.

Assim, o filho machucado se reaproxima do pai para curar as próprias feridas psicológicas e a partir dessa experiência e de tudo que viveu nesses últimos momentos intensos, nascem os versos de I Can Only Imagine. Um hino à redenção.

Eu Só Posso Imaginar, dirigido por Jon Erwin e Andrew Erwin, de fato traz cenas emocionantes, mas também é carregado de clichês. Apesar de todas as dificuldades que Bart viveu serem mostradas ou insinuadas em palavras, na tela, percebe-se que elas foram romanceadas para caber no roteiro de um filme.

Para quem não conhece muito sobre música gospel, alguns pontos podem não ficar tão claros, como a participação de Amy Grant, que ajudou e muito para a popularização da música I Can Only Imagine. Já naquela época, ela era considerada umas das principais cantoras americanas de música religiosa. Mas em nenhum momento isso é citado. É pressuposto que o espectador já sabe quem ela é na vida real. Apesar de informações desse tipo fazerem falta, não prejudicam o entendimento do enredo.

Pode-se dizer que o grande destaque do filme Eu Só Posso Imaginar não é exatamente a música, mas sim o porquê dela ter surgido. A relação conturbada entre pai e filho e as reviravoltas da vida  são o ponto alto da história. E mesmo que você não seja propriamente fã de música gospel, vale a pena conhecer essa história que continuam tocando muito por aí.

 

 

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