Hector Babenco | Luto e homenagem ao diretor

Hector Babenco será para sempre um gênio que usava com propriedade, a sua sensibilidade para a sétima arte

O diretor nos deixou aos 70 anos, vítima de uma parada cardíaca

14 de julho de 2016, uma manhã estranha e triste, o cinema nacional foi pego de surpresa, que infelizmente era desagradável, mas a notícia era verídica e o diretor Hector Babenco um argentino radicado no Brasil, que muito nos presenteou com a sua sensibilidade hermana, nos deixou aos 70 anos, vítima de uma parada cardíaca. A arte perdeu, o cinema perdeu, nós perdemos, Hector era um grande diretor e tinha uma capacidade impressionante de conduzir filmes tão importantes em nível de qualidade excelente.

Tão excelente que foi indicado ao Oscar em 1986, pelo ótimo filme “O Beijo da Mulher-Aranha”. Nascido na Argentina, na cidade de Mar del Plata, Babenco se apaixonou pela terra tupiniquim e logo naturalizou-se brasileiro, país onde construiu toda a sua carreira de sucesso.

Foram vários sucessos como diretor, como não adimirar trabalhos como Carandiru, Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, Pixote, a Lei do Mais Fraco e principalmente O Beijo da Mulher-Aranha, a obra que o levou a ser indicado ao Oscar e, ser reconhecido em Hollywood, onde teve o talento mostrado em outras fronteiras dirigindo Ironweed (com Jack Nicholson e Meryl Streep) e Brincando nos Campos do Senhor (com John Lithgow e Daryl Hannah).

Seu auge veio em 2003 com Carandiru, sucesso de bilheteria e crítica, o filme colocou o diretor de vez no cenário do cinema nacional, tendo o trabalho reconhecido por todos os brasileiros. Babenco também dirigiu O Rei da Noite (1995), O Passado (2007) e Coração Iluminado (1998), filme autobiográfico do cineasta, que conta a história de um homem que, após vinte anos ausente, retorna a sua cidade natal, Buenos Aires, para visitar seu pai doente. Lá, descobre que seu grande amor está vivo. Ele parte em uma busca para encontrá-la e conhece uma mulher misteriosa, com quem revive uma paixão sem limites.

Estranhamente o último trabalho de Hector Babenco também foi autobiográfico também, com o filme Meu Amigo Hindu (2016), cuja a história é sobre um cineasta (interpretado pelo ator Williem Dafoe) lutando contra um câncer terminal. No filme, o diretor gravou na casa onde morava e no hospital onde o ator hoje.

Recentemente o diretor foi o homenageado do mês de maio no CineCal (Cinema da Casa da Cultural da América Latina), onde ganhou uma programação especial com quase todos os seus filmes dirigidos sendo exibido.

Fica aqui nossa pequena homenagem a quem nos proporcionou grandes momentos com suas obras, o dia é muito triste para o cinema, mas o cinema é muito feliz por ter Hector Babenco em sua rica história.

The End.

Abaixo o trailer de Caradiru.   

 

 

 

 

Publicitário, Designer e Crítico de Cinema. É obcecado por monstros gigantes e, talvez, o ser que mais assistiu Breaking Bad neste planeta. Raulseixista desde a infância, hiberna uma vez por ano nos alpes de Itapira, ouvindo 12 horas interrupta do Maluco Beleza