Crítica | IO: O Último Na Terra (Netflix)

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Em um mundo pós-apocalíptico no qual o planeta está inabitável e os seres humanos foram mandados para uma colônia no espaço chamada IO, Sam (Margareth Quallen), uma jovem cientista, busca uma forma de salvar a Terra de um colapso. Durante suas pesquisas, inesperadamente conhece Micah (Anthony Mackie), um viajante que tenta embarcar na última nave com destino a IO.

A premissa do filme é boa: a ganância do ser humano fez com que os recursos naturais e a vida no planeta Terra se esgotarem por completo e, a única chance de sobrevivência da humanidade, foi embarcar em uma missão denominada Êxodo, para uma colônia que orbita ao redor de uma das luas de Júpiter. Sam é filha do cientista Henry Walden (Danny Huston) e, enquanto se comunica virtualmente com um amigo que está em IO, realiza pesquisas de campo para tentar encontrar uma solução para o caos.

O filme, no entanto, é ruim em diversos aspectos. O ritmo lento e monótono, faz com que percamos o interesse na história em diversos momentos, a protagonista até tenta, mas não consegue cativar o espectador e os diálogos, apesar de salpicados com algumas doses de conhecimento científico e mitologia grega, são simplórios e deixam a trama ainda mais rasa.

O tempo todo espera-se que algo vá acontecer e mudar o rumo dos acontecimentos de forma drástica, mas nada de muito especial ocorre. A última esperança de que alguma coisa boa pudesse acontecer, foi a partir da chegada do personagem Micah, mas por também ser um personagem raso, não empolga e a relação que desenvolve com Sam, é no mínimo, duvidosa.

Outra relação que não convence, é de Sam com seu amigo virtual, Elon, que conhecemos através da leitura dos e-mails trocados entre eles. Não é dito como a amizade deles surgiu, nem onde se conheceram, o que nos faz questionar o porquê da existência dele na trama.

O final não faz muito sentido, apesar de ser de certa forma, autoexplicativo. Temos a sensação que falta alguma coisa ou que, por não saberem o que dizer, fizeram de qualquer jeito. Com tantos furos de roteiro e perguntas não respondidas, IO: O Último Na Terra é um filme com potencial, porém extremamente mal explorado, tornando-se plenamente esquecível ao público.

 

 

Avaliação do Cinéfilos Anônimos
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Colaboradora do Cinéfilos Anônimos, 31 anos, jornalista. Amante dos animais, da sétima arte e de todas as outras