John Wick: Parabellum retorna às origens com ação surpreendente | Crítica

O personagem idealizado por Derek Kolstad ganhou seu primeiro filme em 2014 com uma produção de baixo orçamento e surpreendeu os fãs de filmes de ação. Com coreografias criativas e inovadoras, fotografia inusitada cheia de degrades intensos e direção segura de Chad Stahelski (que foi assistente de direção em Matrix) com enquadramentos que remetem aos animes. Graças ao sucesso imediato, John Wick ganhou uma sequência em 2017, infelizmente com qualidade inferior ao primeiro. Com um aumento significativo no orçamento e mais tempo de produção, Stahelski brinda seus fãs com um novo filme muito mais próximo daquele início que conquistou o público.

Após os eventos ocorridos anteriormente no Hotel Continental, faltam alguns minutos para John Wick (Keanu Reeves) ser banido, ou seja, não terá mais nenhum tipo de proteção em nenhum lugar do planeta. Com isso foi lançado um contrato global de US$ 14 milhões por sua cabeça e todos os caçadores de recompensas estão atrás dele. Da mesma forma, Winston (Ian McShane), o gerente do Hotel Continental de Nova York, sofrerá consequências por ter facilitado a fuga de John Wick.

Felizmente o super-assassino possui recursos escondidos que lhe permitem acionar brechas burocráticas na Alta Cúpula. Com a Diretora (Anjelica Huston) ele consegue permissão e acesso para sair de Nova Iorque e buscar ajuda de Sofia (Halle Berry) para pedir abrigo no Marrocos, onde encontrará o Ancião (Saïd Taghmaoui), o único homem do mundo acima da Alta Cúpula. Nos bastidores de tudo isso ainda existe a ajuda providencial do Bowery King (Laurence Fishburne). Como já é de se esperar, nada disso dará certo e a Juíza (Asia Kate Dillon) fará de tudo para deter o assassino mais procurado do mundo.

Voltando às origens criativas, com diversos momentos inspirados em westerns e filmes de kung fu, Parabellum traz de volta as características que surpreenderam em sua estreia. A sequência de ação na loja de antiguidades com centenas de facas sendo atiradas é enlouquecedora! A perseguição de motos com John montado a cavalo e os perseguidores portando katanas é divertidíssima. A coreografia de luta envolvendo dois pastores alemães é de cair o queixo. E o embate final nos corredores espelhados do Continental de NY é simplesmente deslumbrante.

Como todo bom filme de ação, John Wick tem lá seus exageros; seja em algumas sequências de luta longas demais ou mesmo com uma ou outra coreografia mais preguiçosa. Certamente isso não tira os méritos do novo longa de Chad Stahelski. Até porque neste filme o roteiro tem boa profundidade e uma trama interessante com um plot twist surpreendente ao final, o qual deixa uma ponta solta para mais uma sequência. Confesso que isso me preocupa, pois, mesmo com a qualidade elevada, não sei se a franquia tem fôlego para mais um longa.

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Tercio Strutzel ama histórias, seja no cinema, séries, livros ou quadrinhos! Foi editor do fanzine Paralelo, mas hoje quase não consegue desenhar. Se especializou em Presença Digital, mas tem diversos projetos fervilhando na mente. Está sempre em busca de atividades culturais por São Paulo.