Crítica | “Kin” apresenta uma bela estética mas esbarra no arco narrativo

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“Kin” sugere uma franquia que poderia ser empolgante. Diante de vários clichês e questionamentos durante a narrativa, o longa chega aos cinemas hoje (06/09). A ficção científica atende a uma estética bela, mas que não sustenta a história do protagonista.

Eli, interpretado por Myles Truitt, é um menino adotado de 14 anos que possui uma relação muito estreita com seu pai. Desprovido de amigos e sem apego à família, certo dia encontra uma arma futurista em um prédio isolado. Obrigado a fugir com seu irmão Jimmy (Jack Reynor), ex-presidiário. Eli enfrenta Taylor Balik (James Franco), líder de uma gangue que persegue Jimmy por uma dívida ao qual ele não pagou. Para defender sua família, Eli encara os bandidos munido de sua misteriosa arma.

Um dos problemas está na estrutura de roteiro do filme. As cenas não estão bem divididas, há trechos muito longos e desnecessários e outros superficiais e curtos, como no desfecho da trama. Eli é um personagem repleto de clichês, o típico herói adolescente de ficção científica que é ingênuo até encontrar o seu ponto forte – a arma. Infelizmente, a ideia de ter um protagonismo forte, falhou, pois Jimmy ficou em evidência apesar do elenco ter James Franco como vilão.

A linguagem audiovisual tem boa fotografia, mas nada comparado a outras produções como Star Trek. As cenas de ação começam a ficar interessantes após os dois irmãos conhecerem Zoe (Léa Seydoux) em uma casa de strippers. Ela passa a fugir com eles e até ajuda Jimmy a recuperar um dinheiro perdido.

Paralelamente à essa fuga, a narrativa intercala dois motoqueiros intrigantes que aparentemente estão em busca da arma de Eli. Obviamente eles são os mais importantes para a história do protagonista, mas lamentavelmente ficaram em segundo plano deixando os mistérios e as dúvidas para a próxima sequência da franquia.

Ainda que hajam falhas na produção e na maneira de começar esse arco narrativo, Kin tem uma boa história e é possível que todas essas questões sejam resolvidas nas sequências.

Destaque para a trilha sonora realizada pela banda escocesa Mogwai, que mesclou conteúdo autoral e trilha musical. Todas as músicas e efeitos de impacto intensificam positivamente às cenas de ação e tiroteio.

Kin é uma história de fuga de dois irmãos fazendo de tudo para proteger um ao outro, prometendo mais em seus trailers do que no longa, pode decepcionar alguns pelo desfecho curto da narrativa, mas pode agradar outros pela história e para fãs do gênero. Sobre a arma futurista e o destino de Eli, só esperando os próximos filmes para entender as interrogações deixadas.

 

 

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Mestre em Comunicação e Produtora Musical. Fissurada no mundo Geek e apaixonada por adaptações de livros para cinema. Amante da música, cultura pop e cinema. Gosta tanto de contos de fadas que resolveu pesquisar 2 anos a história de Cinderela.