Crítica | 1ª temporada de KINGDOM apresenta Zumbis rápidos e vorazes

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Na Coréia imperial, o príncipe herdeiro Lee Chang (Ju Ju-Hun) é acusado de conspirar contra seu pai, o rei, que foi declarado morto após supostamente contrair varíola. Enquanto foge da perseguição e busca pelo médico que cuidou de seu pai, ele tenta descobrir o que está por trás da “morte” do soberano e dos seres estranhos que dormem de dia e se alimentam de humanos à noite, que encontra no caminho em Kingdom, série original da Netflix.

Ao juntar duas narrativas tão diferentes em uma mesma história, o diretor Kim Seoung-Hun traz frescor para um tema já batido e desgastado: zumbis. Com apenas seis episódios – na medida, nem mais, nem menos – vemos o crescimento dos personagens principais em especial a de Seo Bi (Bae Doona) a enfermeira, que mostra toda sua força e coragem contra os mortos-vivos e o de Kin Sang-Ho, braço direito do príncipe, que com sua lealdade é o principal responsável pela vida de sua majestade.

Kingdom zumbis mais rápidos CA

A trama é repleta de mistérios e conspirações e, a cada episódio, alguns segredos vão sendo revelados, mostrando o lado podre da corte, as alianças e negociação de força entre os clãs e o que são capazes de fazer para manterem-se no poder.

Os zumbis também são um ponto forte, pois de fato são asquerosos, assustam e são extremamente rápidos, bem diferentes do que estamos acostumados a ver em séries como em The Walking Dead, que metem medo, mas são lentos e de certa forma “fáceis” de matar. Aqui eles se aproximam com as performances dos zumbis de Guerra Mundial Z.

O que há de mais interessante na história é o contexto histórico. A Coréia daquela época, não dispunha de nenhuma tecnologia e a situação de iminente perigo a cada esquina, deixa sempre uma tensão no ar e dificulta a luta pela sobrevivência. Além disso, armas de fogo eram raras e complicadas de usar e esta era uma época de constantes guerras entre países vizinhos, como China e Japão, que vivam nos calcanhares dos Coreanos. Ou seja, além do povo – formado em sua maioria por trabalhadores rurais – além de levar uma vida mais crua e ligada à natureza, ainda tinham que lutar pela própria vida e lidar com a possibilidade de guerras e invasões.

Kingdom série da Netflix CA

Outro ponto que merece destaque na série é o figurino, que retrata com fidelidade, a moda da época da Dinastia Joseon (1392-1897). Feitos com cores vibrantes e tecidos finos, as roupas e chapéus de formas variadas representando os diferentes clãs e classes militares, deixam ainda mais nítido o abismo social entre a elite e o povo, entre o luxo e a pobreza extrema.

Mas nem tudo é terror e medo em Kingdom. O ponto cômico da série é feito por Suk-ho Jun, um dos membros da guarda real, extremamente medroso e atrapalhado que tenta, em vão, conquistar Seo Bi. Sua atuação provoca boas risadas, aliviando um pouco a tensão. Tudo indica, que ele é um personagem que também irá crescer na série.

Para quem gosta do gênero, Kingdom é uma grata surpresa e mostra mais uma vez, a qualidade impecável das produções Coreanas, não apenas visualmente, mas também nos roteiros cujas marcas registradas são o drama e originalidade.

A série já foi renovada para a segunda temporada e as gravações devem começar ainda esse mês. Acesse: Netflix

Trailer oficial de Kingdom:

 

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Colaboradora do Cinéfilos Anônimos, 31 anos, jornalista. Amante dos animais, da sétima arte e de todas as outras