Crítica | Limites reflete sobre família, desapego ao passado e reconciliação

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Uma produção road trip movies estreia hoje nos cinemas. “Limites” é uma história que traz reflexões sobre paciência e perdão. Estrelado pela ótima atriz, Vera Farmiga (Bates Motel e Invocação do Mal), “Limites” tende reafirmar a importância da família em meio ao caos de uma vida sem grandes novidades, como a da personagem de Farmiga.

Laura (Vera Farmiga) é uma mãe solteira impulsionada a adotar animais abandonados. Tudo começa em uma sessão de terapia, pois Laura tem problemas de confiança e não tem uma boa relação com sua família. Ela recebe inúmeras ligações de Jack (Christopher Plumer), seu pai, mas por questões pessoais ela o ignora até que Henry (Lews MacDougall), seu filho de 12 anos, é expulso da escola por esmurrar uma professora. Laura toma a difícil decisão de pedir dinheiro a Jack para que Henry possa estudar em outra escola. Laura e o pai fazem um acordo: ela leva Jack até Los Angeles para morar com a irmã Jojo (Kristen Schaal) e em troca ele paga ao escola de Henry.

A narrativa segue o gênero de comédia dramática e o humor é representado pelo personagem de Plumer. Jack é um traficante que se aproxima do neto para ajudá-lo a fazer suas entregas durante a viagem sem que Laura saiba. Esse desafio acaba sendo interessante para o humor, mas as piadas não passam de clichês. Algumas situações são realmente passíveis do riso e outras nem tanto.

É ótimo ver Farmiga atuando nesse tipo de drama, e ela está realmente incrível no papel assim como Plumer. Os outros atores estão em segundo plano, mas atendem a expectativa.

Ambientados em belas paisagens, “Limites” explora uma paleta de cores opacas  e fotografia simples, mas bem feita. A trilha sonora é ausente em momentos que poderiam ser mais emocionantes e faltaram trilhas para compor os elementos dramáticos.

O início é tedioso e o filme começa ter mais dinâmica a partir do momento em que a Jack aproxima-se de Henry e fez dele o seu pupilo. Até isso acontecer, é necessário ter paciência, principalmente com a protagonista que é repleta de conflitos internos, deixando-a como uma pessoa chata, controladora e apegada aos seus animais abandonados.

Atendendo aos requisitos de uma comédia dramática, “Limites” faz refletir sobre aproveitar a vida em família, desapego ao passado e reconciliação. Sem inovar e com poucos elementos de comédia e escondido no drama, a história de Laura, Jack e Henry,  faz valer a pena pelas ótimas atuações e pela mensagem passada pela diretora, Shana Feste.

 

 

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Mestre em Comunicação e Produtora Musical. Fissurada no mundo Geek e apaixonada por adaptações de livros para cinema. Amante da música, cultura pop e cinema. Gosta tanto de contos de fadas que resolveu pesquisar 2 anos a história de Cinderela.