12 filmes recentes de Terror Nacional que você simplesmente deveria ver

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Há um tempo, lançamos uma matéria sobre a A Macabra Lista Oculta do Terror Nacional. Nela, o foco maior ficou com obras das décadas de 60, 70 e 80, onde o cinema nacional produzia em boa escalas filmes do gênero. Após um bom hiato, com poucas produções voltadas ao suspense e ao terror, desde 2016, o cinema nacional passou novamente a investir no gênero e agora com muito mais diversidade.

Essa nova safra do Terror Nacional vem ganhando notoriedade e cada vez mais o público começa a procurá-lo nas bilheterias, claro, ainda que seleto, mas vem ganhando seu espaço com as ótimas produções que vem sendo lançadas.

Também quero destacar aqui outras duas grandes mudanças que elevaram a qualidade do gênero nas produções nacionais, são elas: Os subgêneros com filmes desde trash movies (que marcou às décadas de 70 e 80), passando por Slasher Movies, terror paranormal, musical, entre outros. Mas o ponto que vem mais chamando a atenção é a entrada das mulheres na direção desses filmes, como Juliana Rojas, com duas ótimas produções nesta lista e a talentosíssima Gabriela Amaral, com dois filmes também presentes nesta lista.

 

Então pegue suas anotações e marque os filmes que ainda não viram. Vocês precisam realmente conferir todos desta lista sobre o Terror Nacional!

Diário de um Exorcista – Zero (2016)

Direção: Renato Siqueira

Há alguns pontos aqui que vale ser destacado nesta produção, o filme é uma produção totalmente independente, com baixo investimento, mas há um grande capricho na maquiagem e nos efeitos. O longa entrou em 2017 no catálogo da Netflix, e o melhor, no catálogo mundial. Até o ano passado, o filme já tinha sido visto por mais de 1 milhão de pessoas, por mais de 90 países, um marco para o cinema nacional. Considerando o sucesso, a Netflix comprou os direitos do filme e está assumindo a produção da continuação dele, com a mesma direção de Siqueira, acredito que será lançado entre 2019 e 2020, já é certo que será novamente um lançamento global no streaming e, o melhor de tudo, é o Terror Nacional sendo mostrado lá fora!

Diário de um Exorcista – Zero é baseada em fatos e conta a história do padre Lucas Vidal, um dos maiores padres-exorcistas da América Latina – Lucas Vidal é um homem que decide dedicar sua vida à obra da igreja após uma tragédia envolvendo seus pais. Ele, entretanto, não estava preparado para enfrentar o seu maior inimigo: o próprio Diabo, que cruza seu caminho através de uma violenta possessão do tinhoso – para o qual, Lucas é chamado a trabalhar de exorcista. O caso, entretanto, sai do controle e ele irá enfrentar sérios problemas para distinguir quem são os que estão sob a influência do caramunharão.

 


Sinfonia da Necrófole (2016)

Direção: Juliana Rojas

Há uma grande discussão sobre a classificação do gênero deste filme, oficialmente está classificado como um musical ou uma comédia musical, de fato é, mas aqui a cineasta Juliana Rojas, em seu primeiro trabalho solo na direção de um longa, aplica vários elementos característicos do terror que aos poucos vão deixando o filme com uma cara sombria em vários momentos, mesmo que eles sejam quebrados pelas cenas musicais. Nele, percebemos à assinatura de Juliana em outros filmes, como o As Boas Maneiras.

Em Sinfonia da Necrópole, Deodato (Eduardo Gomes) é um aprendiz de coveiro não muito animado com a profissão. Sua rotina melhora quando Jaqueline (Luciana Paes) surge no cemitério. Funcionária do serviço funerário, ela inicia um levantamento sobre túmulos abandonados com a ajuda do rapaz. A paixão o impede de pedir demissão, mas estranhos eventos continuam a abalar seu estado psicológico.

 


O Rastro (2017)

Direção: J. C. Feyer

Quando um Terror Nacional, sobrenatural mistura elementos sobrenaturais com o caos da Saúde Pública em nosso país, o resultado não poderia ser outro, a não ser uma tremedeira que inicia sem você perceber, mas que só aumenta durante as longas e sinistras tomadas pelos corredores sombrios de um hospital desativado. Abra bem os olhos.

O Rastro chegou com status de superprodução e com uma divulgação até acima dos padrões no que se diz ao gênero aqui no Brasil e aqui o bacana do filme que sim, sem vergonha nenhuma, utiliza de elementos e recursos de filmes como  O Iluminado (Kubrick), passando por David Fincher (Seven) e os belos tons autorais de O Chamado e Invocação do Mal.

Em O Rastro, João (Rafael Cardoso) é um médico escolhido para coordenar a remoção de pacientes de um antigo hospital prestes a ser desativado. Na noite da transferência, uma menina de dez anos desaparece sem deixar vestígios. Quanto mais João se aproxima da verdade, mais ele mergulha em um universo obscuro, que nunca deveria ser revelado.

 


Motorrad (2017)

Direção: Vicente Amorim

Motorrad veio para aterrorizar e mostrar que o terror nacional está numa fase de potencial no cinema.

E quem poderia imaginar que um local deslumbrante como a Serra da Canastra (MG) seria o cenário perfeito para criar momentos de pavor e apreensão?! Dirigido por Vicente Amorim (Corações Sujos), escrito por L.G. Bayão e baseado em personagens criados pelo quadrinista Danilo Beyruth, Motorrad mistura terror, suspense e ação para retratar um grupo de motociclistas que pegam uma trilha em busca de diversão e, ao ultrapassar uma barreira de pedras, passam a viver um verdadeiro inferno tentando escapar de um quarteto de motoqueiros. O motivo? Só o espectador pode tentar desvendar.

Em Motorrad, uma silenciosa sequência inicial, acompanhamos o jovem motociclista Hugo (Guilherme Prates) ir até um ferro-velho para tentar roubar peças de uma moto até ser pego por um senhor, que tenta atirar nele, e uma garota bonita e misteriosa (Carla Salle), que o leva para dentro, cuida de seu curativo e o deixa ir. Após devolver a moto para seu irmão Ricardo (Emilio Dantas) e vê-lo sair para uma trilha com os amigos, Hugo resolve ir atrás. Os motociclistas são barrados por um muro de pedras e têm a “brilhante” ideia de tirá-las para passar com as motos, dando início a uma série de momentos aterrorizantes, onde são perseguidos por um grupo de motociclistas a fim de acabar brutalmente com eles.

 


Animal Cordial (2018)

Direção: Gabriela Amaral

Sádico, alegórico e imersivo, O Animal Cordial é um filme para corações fortes e mentes abertas.

Prestem atenção neste nome!! GABRIELA AMARAL
O primeiro longa da cineasta com produção de Rodrigo Teixeira (Me Chame pelo seu Nome), traz um estilo único, impactante e bem construído, Gabriela consegue trazer imersão num clima insuportavelmente atmosférico e tenso, gravando em apenas uma locação e exibindo facetas presentes em nosso dia a dia, claro, numa lente de aumento brutalmente exagerada, mas, ainda assim, realista e bizarra, uma face oculta do ser humano escondida entre cortinas sociais.

O longa ainda traz um elenco afinado com participações marcantes, como a excelente Luciana Paes, Murilo Benício, Irandhir Santos, Camila Morgado e Humberto Carrão. É uma pena que este belo filme esteve passando em poucas salas, muito poucas mesmo, merecia uma atenção maior dos exibidores. Mas se você puder vê-lo nos streaming, não exite, é um filmaço!

Em Animal Cordial, Inácio é o dono de um restaurante de classe média, por ele gerenciado com mão de ferro. Tal postura gera atritos com os funcionários, em especial com o cozinheiro Djair. Quando o estabelecimento é assaltado por Magno e Nuno, Inácio e a garçonete Sara precisam encontrar meios para controlar a situação.

 


As Boas Maneiras (2018) 

Direção: Juliana Rojas e Marco Dutra

Este é aquele terror macabro que une sensibilidade e tensão ao mesmo tempo e também expõe críticas sociais dentro de uma fábula totalmente macabra.

As Boas Maneiras explora o melhor de uma fábula, trazendo uma roupagem urbana e contemporânea, o terror de Juliana Rojas e Marco Dutra encanta, seduz e afronta, cria um clima tenso e expõe problemas importantes de uma sociedade que ainda não aprendeu a conviver com as diferenças.

O longa traz atuações excelentes, uma direção precisa, segura, criativa e inventiva, uma cinematografia rica em fotografia e cores – apresenta também uma trilha sonora sedutora e fluída. Rojas e Dutra trazem sofisticação ao gênero e parecem experimentar diversos recursos, uns funcionam milagrosamente bem, como o toque artístico utilizado nas paisagens e a composição de cores harmoniosas, que tem relação direta com o temperamento e a relação das personagens principais, outros nem tanto como a inserção repentina de cenas musicais que causam estranheza, mas que também delineiam um estilo novo e próprio e mescla elementos pouco utilizados num filme de terror.

Na sinopse do filme, Ana (Marjorie Estiano) contrata Clara (Isabél Zuaa), uma solitária enfermeira moradora da periferia de São Paulo, para ser babá de seu filho ainda não nascido. Conforme a gravidez vai avançando, Ana começa a apresentar comportamentos cada vez mais estranhos.

 


O Segredo De Davi (2018)

Direção: Diego freitas

O diretor em seu primeiro longa, mostra um terror que traz um olhar moderno e inventivo sobre a psicopatia de forma surpreendente e que concilia, em uma trama sombria e densa, com muita criatividade visual, um roteiro generoso em camadas e uma montagem dinâmica, incomum ao gênero.

O Segredo de David entrega uma trama intrigante e reflexiva, apresenta motivações interessantes para seu protagonista, cria personagens complexos e bem trabalhados, atuações muito fortes e um estilo cinematográfico incrível que nos faz querer ver mais trabalhos de Diego Freitas. O personagem Davi, interpretado por Nicolas Prates entra em uma seleta lista de psicopatas favoritos.

Na sinopse: Davi (Nicolas Prattes) é um jovem estudante introspectivo e de poucos amigos. Em sua solidão, ele passa a observar e filmar pessoas e cenas do cotidiano, em parte para registrar momentos, em parte para tentar entender e extrair algum significado para sua própria vida, até que a encontra quando mata sua primeira vítima e passa a buscar um único e sombrio objetivo.

 


Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro (2018)

Direção: Fabrício Bittar

Talvez este seja o que mais se aproxima das grandes trasheras dos anos 70 e 80, é um filme que consegue ser tosco, medonho e engraçado ao mesmo tempo, e isso é exatamente a proposta deste subgênero e, dentro desta proposta, convence dentro de seu mar de sangue.

Para ter um ideia de os Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro, misture as Pegadinhas de Terror do Silvio Santos com aquele quadro Histórias que o Povo Conta do Programa do Ratinho (que aliás, está no filme) e você terá uma ideia do que encontrar dentro desta loucura trash e aterrorizante.

Para gostar desse filme é preciso descer alguns degraus rumo ao recanto mais obscuro do cinema, onde os filmes são de baixíssimo orçamento, efeitos de gosto duvidoso, roteiros absurdos e atuações desacreditáveis de ruim. Sim, é possível gostar disso, então bem-vindos ao mundo Trash.

A sinopse é simples: Após alguns incidentes, uma escola convoca os Caçadores de Fantasma para combater a “entidade” da Loira do Banheiro, e aí é só esperar pela loucura toda e ver que o Terror Nacional tem muito sangue pra mostrar!

 


O Nó do Diabo (2018)

Direção: Ramon Porto Mota, Jhésus Tribuzi, Ian Abé e Gabriel Martins

Aqui em 2019, o Terror Nacional mostrando que continua crescendo e mantendo sua ótima qualidade conquistada nos últimos anos.

Neste longa, as histórias são  divididas em cinco capítulos (até por isso a quantidade de pessoas na direção deste longa) que se conectam e faz o espectador refletir entre o passado, o presente e o futuro, tudo contado com muita violência, horror e suspense, narrada em mais de 120 minutos de duração.

Há dois séculos, no período da escravidão, uma fazenda canavieira era palco de horrores. Anos depois, o passado cruel permanece marcado nas paredes do local, mesmo que ninguém perceba. Eventos estranhos começam a se desenvolver e a morte torna-se evidente.

 


 

Nesta lista também citaremos TRÊS longas de Terror Nacional que estamos aguardando ansiosamente ainda no primeiro semestre de 2019. Vale a pena dar uma atenção a eles e anotarem em suas agendas:

 

Mal Nosso (Our Evil) (2019)

Direção: Samuel Galli

Mal Nosso já foi lançado no exterior em 2017, conquistou seu espaço principalmente pela crítica que deu boas notas ao filme e destacando o crescimento do Terror Nacional – aqui no Brasil, o filme será lançado oficialmente nos cinemas pela O2 filmes no dia 14 de março.

A produção é independente e participou de várias mostras e premiações da categoria. O trailer é intrigante e bizarro, o que nós faz aqui na redação, acreditar muito no potencial deste terror.

Mal Nosso é ambientado nas profundezas de São Paulo, o longa conta a história de um médium que usa a internet para contratar um serial killer para proteger sua filha de uma possessão demoníaca. 

 


Morto Não Fala (2019) 

Direção: Dennison Ramalho

Conhecemos este filme durante nossa passagem na CCXP de 2018, no estande da Globo Play, que além de revelar o trailer, te transportava para um Necrotério, com cheiro forte de formol e as gavetas dos mortos chacoalhando, sério, o cheiro era bem forte o que realmente leva a experiência pro lado realista, principalmente quando a maldita gaveta se abre e de lá sai um caixão com um defunto bem de frente pra você. Essa experiência já deu pra ter uma noção do que vem por ai.

Em Morto Não Fala, um plantonista de um necrotério, Stênio (Daniel de Oliveira) possui um dom paranormal de se comunicar com os mortos. Trabalhando a noite, ele já está acostumado a ouvir relatos do além. Porém, quando essas conversas revelam segredos sobre sua própria vida, o homem ativa uma maldição perigosa para si e todos a sua volta.

 


A Sombra Do Pai (2019)

Direção: Gabriela Amaral

Longa protagonizado por Julio Machado e Nina Medeiros aborda a complexa inversão de papeis entre um pai e uma filha e estreia nos cinemas no dia 02 de maio, e terá novamente a Juliana Paes no elenco.

Gabriela trabalha neste roteiro, que seria seu primeiro filme, há anos. “ ‘A SOMBRA DO PAI’ caminhou lado a lado às minhas descobertas como artista. Acompanhou meus curtas e os roteiros que escrevi para outros diretores.

É um texto que reflete este caminho, de forma intuitiva, e que está muito próximo de minha autodescoberta como escritora e diretora. É um filme especial e bastante íntimo”, explica a cineasta.

Fã de filmes de terror, Dalva acredita ter poderes sobrenaturais e ser capaz de trazer a mãe de volta à vida. À medida que Jorge se torna cada vez mais ausente – e eventualmente perigoso –, resta a Dalva a esperança de que sim, sua mãe há de voltar.

Ainda não há um trailer oficial – mas que em breve será lançado!

A Sombra do Pai Terror Nacional - filme de Gabriela Amaral

 

Gostaram dessa nova lista sobre o Terror Nacional? 

 

 

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Publicitário, Designer e Crítico de Cinema. É obcecado por monstros gigantes e, talvez, o ser que mais assistiu Breaking Bad neste planeta. Raulseixista desde a infância, hiberna uma vez por ano nos alpes de Itapira, ouvindo 12 horas interrupta do Maluco Beleza