Crítica: Lou mostra a história da intelectual russa que foi a grande paixão de Nietzsche

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A trajetória e obra da escritora, intelectual e psicanalista Lou Andreas-Salomé é pouco conhecida no Brasil. Mas, graças ao filme Lou é possível finalmente se aprofundar um pouco mais na fascinante história dessa mulher que vivia de forma livre e contestadora, sempre lutando pelo seu empoderamento e liberdade de ser quem realmente era e não o que esperavam dela.

Nascida em 1861, em São Petersburgo, Rússia, Lou cresceu prometendo a si mesmo que nunca iria se apaixonar (para saber se ela conseguiu, só assistindo ao filme). Passou toda a juventude perseguindo a perfeição intelectual e quebrando tabus, como morar com um homem, sendo ele apenas seu amigo. Com Freud, ela aprendeu sobre psicanálise e se tornou também psicanalista.

Por seu jeito livre, conhecimento e inteligência acima da média, Lou conquistou o coração de vários intelectuais e escritores, como Rainer Maria Rilke, Paul Rée e Friedrich Nietzsche. Aliás, muitos afirmam que Lou foi a única mulher por quem Nietzsche se apaixonou de verdade. E ele mesmo afirmou que alguns de seus textos foram inspirados nela.

O interessante do filme Lou, dirigido por Cordula Kablitz- Post, é que vamos conhecendo os fatos mais importantes da vida da protagonista por meio de diferentes recursos como flashbacks ou nas cenas onde uma Lu idosa e muito doente, conta com a ajuda do jovem filólogo Ernst Pfeiffer para registrar suas memórias em papel. Essa mescla entre passado e presente trazem agilidade à narrativa.

Justamente pelo pouco conhecimento que se tem sobre Lou Andreas-Salomé aqui no Brasil, vale a pena assistir Lou e conhecer a vida dessa incrível personagem, que foi feminista e revolucionária em um época onde o único espaço da mulher na sociedade era se casar, ter filhos e obedecer ao marido. Realmente, Lou fez história.

 

 

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