Crítica | Megatubarão é extravagante, grande, enorme, GIGANTE! 

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Em 1975, Steven Spielberg levou para o cinema o consagrado e clássico “Tubarão”, desde então essas ferozes criaturas famintas vêm aparecendo para atacar e devorar inocentes banhistas ou aqueles que se mostram corajosos ou por puro heroísmo. O cinema já produziu tubarões de diversos tipos, dos mais comuns aos extravagantes, como o de três e cinco cabeças, tubarão fantasma e, até mesmo, uma tempestade de tubarões, um tornado, ou melhor, um sharknado. Mas, de fato, ainda faltava algo para completar essa galeria, algo ainda mais extravagante, grande, enorme, GIGANTE! 

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E para achar um animal com essas características, foram “acordar” um animal pré-histórico, um Megalodonte que, até então, estava extinto há mais de 2 milhões de anos – mas este, estava preso nas profundezas do oceano, vivo, há pouco mais de 10 km mar abaixo. E o que vem a seguir é um filme repleto de ação, adrenalina, tensão, medo, muito humor e diversão e, claro, um monstro gigantesco e amedrontador, um MEGATUBARÃO de mais de 27 metros de comprimento.

Mas, para chegar até essa descoberta, é claro que tem uma historinha antes, não menos importante. Tudo começa, quando uma tripulação fica presa em um submarino em uma de suas expedições para desvendar os mistérios do mar, essa equipe faz parte do laboratório criado pelo bilionário Rainn Wilson (The Office), essa equipe ficou à deriva, imersa e sem comunicação no fundo do oceano assim que sofreu o primeiro ataque do Megalodonte. Mas nem tudo estava perdido, para salvá-los, a equipe foi buscar ninguém menos que o mergulhador Jonas Taylor (Jason Statham), que, apesar de seu passado traumático, resolve aceitar integrar-se a tripulação por dois motivos: provar que não estava louco e, principalmente, travar novamente uma batalha com o monstro com quem já teve contato anteriormente para poder dar uns socos ou enfiar uma faca no gigantesco antagonista marinho. A escolha de Jason Statham para o papel de herói foi certeira, entrega um bom personagem e, desta vez, ele tem uma parceira que também está muito disposta a encarar o monstro, a bióloga e corajosa Suyin (Li Bingbing).

Visualmente o filme deslumbra, principalmente nas cenas com o fundo do mar, percebe-se todo o cuidado que a cenografia teve em trabalhar com o tema, tudo que foi mostrado ao redor da tripulação e, até mesmo, do enorme tubarão foi estudado. O laboratório possui um aspecto visual super tecnológico, mas sem exageros. Já o gigantesco animal marinho apresenta um gráfico convincente pela proposta do filme, as marcas do animal, os machucados, os dentões afiados passam seriedade e medo, e as cenas em mar aberto mostram o tamanho da grandiosidade que o diretor Jon Turteltaub quis transmitir para o espectador e os 150 milhões investidos no filme.

Outro ponto a ser destacado é como o filme passeia entre o suspense, o drama, a ferocidade do animal e aos alívios cômicos, quando você pensa que a narrativa começa a ter um rumo mais sério, eis que surgem algumas piadas para quebrar a tensão, seja elas com frases de alguns personagens (nada que faça a plateia morrer de rir, mas que funcionam) ou mesmo algumas piadas visuais, como por exemplo, uma criança com sua bola na praia, com seu sorvete, durante o ataque do tubarão na costa marinha, ou a cena de um cachorrinho nadando, funcionam.

O longa tem alguns furos, alguns personagens simplesmente somem ou não têm continuidade, uma carta de despedida foi escrita por um dos tripulantes e, antes de morrer, entregue ao seu amigo, numa cena rasa e simplesmente essa cena não fez sentido algum, já que a carta foi totalmente esquecida no história e nem mesmo o amigo fez alguma reação ao recebê-la. Há também uma tentativa de promover uma paixão entre Jonas Taylor e Suyin, que não chega a lugar algum – salvo pela filha da Suyin, que hora ou outra tentava conectá-los.

Quando se fala em trilha sonora para esse tipo de filme é impossível não lembrar a de Tubarão, de Spielberg, criada por John Williams e que ganhou a dimensão de um prefixo musical, é automático, pensou em tubarão, lembrou dessa trilha. Já em Megatubarão, a tilha não foge do comum, por ser um filme MEGA e de um orçamento milionário, poderiam pensar em criar algo para que quando as pessoas ouvissem a música, conectava ela ao filme e automaticamente lembrassem que um dia fizeram um grande filme de um tubarão feroz e faminto de mais de 27 metros.

Megatubarão cumpre o que promete, não é nada tão gigantesco como o próprio animal, mas é um tipo de filme que o cinema precisa, que nós gostamos, tem um monstro gigante (quem não gosta de monstros gigantes, né?), Statham é o cara certo para o filme e para sair na mão, ou quase, com um Megatubarão. É um filme para se divertir vendo outras pessoas sendo devoradas por um monstro gigante.

 

Dica: Assista ao filme no IMAX 4D. A experiência vale muito, a imersão é gratificante!

 

 

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[Total: 2 Média: 4.5]

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Publicitário, Designer e Crítico de Cinema. É obcecado por monstros gigantes e, talvez, o ser que mais assistiu Breaking Bad neste planeta. Raulseixista desde a infância, hiberna uma vez por ano nos alpes de Itapira, ouvindo 12 horas interrupta do Maluco Beleza