MindHunter S01 | Série explora a origem das investigações sobre Serial Killers ! Crítica

Por mais macabro que seja, o tema Serial Killers acabou se tornando forte na cultura pop e virando um subgênero de filmes e séries dentro do gênero Policial. Silêncio dos Inocentes, Seven, Zodíaco, Monster e Copycat são ótimos exemples de como esse tema ganhou força no cinema. O clima de suspense investigativo e a ciência desenvolvida pelo FBI para identificar criminosos em série definitivamente conquistou o público. Mas de onde vem todo esse conhecimento sócio-psicológico utilizado pelos investigadores? É justamente isso o que Mindhunter promete revelar!

Atualmente os agentes especializados do FBI sabem buscar as razões de um crime: como o assassino escolhe suas vítimas e quais sentimentos obscuros ele tem ao praticar assassinatos sequenciais. Mas nem sempre foi assim, afinal o termo serial killers somente começou a ser usado em meados da década de 1970, justamente a partir do trabalho minucioso do agente especial John Douglas.

Nessa série da Netflix, Holden Ford (Jonathan Groff), alter-ego de John Douglas (da vida real) começa a se interessar pelo perfil comportamental dos criminosos após participar da negociação desastrosa em um sequestro. Em meio a empecilhos burocráticos da agência, consegue se juntar a Bill Tench (Holt McCallany), da Unidade de Ciência Comportamental do FBI, personagem baseado no ex-agente Robert Ressler. A dupla de investigadores ainda conta com a ajuda da psicóloga Dra. Wendy Carr, para compilar o resultado de dezenas de entrevistas com assassinos. Este é o Plot de MindHunter, baseado no livro escrito pelo próprio John Douglas e adaptado para as telinhas por David Fincher e Joe Penhall

Diferente de outras obras desse subgênero, aqui não há uma investigação de crime propriamente dita. Na verdade, a série da Netflix se propõe a mostrar o marco zero do tema serial killers acompanhando a dupla de investigadores em entrevistas a criminosos presos por assassinatos sequenciais. Essas entrevistas seguem uma metodologia científica de modo a mapear a mente dos criminosos e estabelecer um perfil aproximado de assassinos em série. Portanto se trata de uma investigação psicológica de longo prazo.

Para acentuar esse trabalho sistemático, o ritmo da série é bastante lento e recheado de muito suspense. Algumas das entrevistas são exaustivas devido ao fato de o criminoso não colaborar ou mesmo fazer “joguinhos” psicológicos, como é o caso de Edmund Kemper (Cameron Britton), responsável pelo sequestro e assassinato, na vida real, de diversas mulheres no começo da década de 70. Mas não pense que esse ritmo seja um problema, ao contrário, ele é responsável por criar um clima realista e angustiante que pauta a série toda.

A fotografia em tons pastel, às vezes quase um sépia monocromático, intensifica ainda mais o clima pesado e apático. O personagem muito bem construído por Jonathan Groff, sempre frio e metódico, completa essa atmosfera. A câmera do Diretor David Fincher sabe muito bem como intensificar a sensação de incômodo causada nas entrevistas e em diversos momentos da série. Mesmo tendo dirigido apenas 4 episódios, o diretor imprimiu uma linguagem estética que foi assimilada pelos diretores dos demais episódios.

Aumente o som quando for assistir essa série. Tanto os hits dos anos 1970 que compõe a trilha sonora, quanto os ruídos urbanos de dentro dos presídios (num trabalho primoroso de sound design) vão fazer você mergulhar nessa série!

Assista ao Trailer de MindHunter S01

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Tercio Strutzel ama histórias, seja no cinema, séries, livros ou quadrinhos! Foi editor do fanzine Paralelo, mas hoje quase não consegue desenhar. Se especializou em Presença Digital, mas tem diversos projetos fervilhando na mente. Está sempre em busca de atividades culturais por São Paulo.