Crítica: Nasce Uma Estrela é magicamente real e emocionante

Pela quarta vez, a história de Nasce Uma Estrela ressurge no cinema com as interpretações de Bradley Cooper e a cantora Lady Gaga. O remake é incrivelmente apaixonante e pode emocionar apenas pelas maravilhosas vozes e músicas diegéticas.

Ally (Lady Gaga) é uma garçonete que se apresenta nas noites cantando em um bar de drag queens. Ela é descoberta por Jackson Maine (Bradley Cooper), um renomado cantor que se apaixona não só pela voz, mas pelo talento da garota. Ligados pela mesmo gosto, Jackson a chama para assistir ao seu show na cidade. Durante a performance, Ally é surpreendida no momento em que ele canta a música Shallow, de sua autoria. Incentivada pelo amigo, ela solta a voz e o dueto incendeia a plateia. O tempo passa e Ally começa a acompanhar Jackson nas turnês, mas ele acaba caindo em declínio quando seus problemas com álcool e drogas ofuscam sua vida artística e o seu relacionamento com Ally.

O que mais impressiona na narrativa é a intensidade de emoção que as músicas impulsionam no espectador. Em dois momentos, “Nasce Uma Estrela” deixa nossos olhos cheios de água: no início e no fim! Isso mesmo! Shallow e I’ll Never Love Again são os destaques da trilha sonora.

Não há dúvidas de que Lady Gaga é uma das excelentes cantoras da atualidade e isso ela faz maravilhosamente bem no filme – ELA CANTA MUITO. A atuação está adequada mas é Cooper quem transcende no elenco. Nos delírios dos vícios de seu personagem ele está brilhante! (Em alguns momentos, o tom de voz de Cooper, lembra a atuação de James Franco em “O Artista do Desastre”, principalmente a maneira como os dois falam).

Esteticamente, faltaram mais planos abertos. No início, os planos em detalhe causam vertigem e nota-se claramente que foi algo forçado para dar a sensação de um show com um som muito alto. – Não é trágico, mas com certeza teriam outras possibilidades para exercer essa mesma função.

Infelizmente o início é um tanto conturbado pela rapidez em que os protagonistas se conhecem. Foi um baque ver um SUPER AMOR à primeira vista, essencialmente quando Jackson aparece em sua casa um dia depois de tê-la conhecido dizendo que o pai dela o deixou entrar. Demorou um pouco ter empatia pelo casal até a música Shallow.

Aí vai um dos pontos mais relevantes do filme: as músicas e as mixagens estão FORMIDÁVEIS! – Particularmente, fazia tempo que não assistia a um filme em que a mixagem fosse tão boa. Estamos dentro dos shows ali! Bradley e Gaga estão com ótimas composições.

“Nasce Uma Estrela” tem somente músicas diegéticas trazendo a realidade da vida de músicos – o processo de composição, produção, marketing de um artista etc. A narrativa também trata da maneira em que a música vira um mercado, em especial quando um empresário quer mudar o cantor visualmente, ignorando a personalidade dele.

A história de Jackson e Ally é magicamente real e emocionante. As músicas são realmente boas e a mixagem carrega ao espectador uma experiência linda e comovente.

 

 

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Mestre em Comunicação e Produtora Musical. Fissurada no mundo Geek e apaixonada por adaptações de livros para cinema. Amante da música, cultura pop e cinema. Gosta tanto de contos de fadas que resolveu pesquisar 2 anos a história de Cinderela.