O Príncipe do Natal (A Christmas Prince – 2017) | Resenha

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A jovem jornalista Amber (Rose Mcliver) recebe uma importante missão às vésperas do natal: viajar para Aldóvia, um país monárquico, em busca de alguma revelação bombástica sobre a família real local, em especial do futuro rei Richard (Bem Lamb) que é conhecido por ser um jovem mimado e ter uma vida extravagante, repleta de excessos.

Ao deixar jornalistas do mundo todo esperando em uma coletiva de imprensa em seu palácio, Richard acaba fazendo jus à sua má fama. No entanto, Amber não quer voltar de mãos vazias e, sorrateiramente, se infiltra no castelo e acaba confundida com a tutora da irmã mais nova de Richard, Emily (Honor Kneafsey). Ao ver ali uma oportunidade de ouro de estar mais próxima da família real do que qualquer outro mortal, ela segue com a farsa e vai em busca de material para seu furo jornalístico.

Com o decorrer dos dias e ao desenvolver uma amizade com a pequena Emily, que, por ter um problema congênito necessita de muletas para se locomover, Amber começa a se afeiçoar cada vez mais pela família e, principalmente, pelo futuro rei que parece retribuir seus sentimentos. Contudo, ao descobrir acidentalmente um segredo de família escondido há décadas, ela questiona se deve colocar sua carreira acima de tudo e de todos ou seguir seu coração.

Apesar de repleto de clichês, há pontos interessantes, como por exemplo o carisma da irmã caçula que, apesar de ser deficiente, não deixa que isso seja uma limitação de fato. A rainha Helena (Alice Krige) também merece destaque por não ser aquela mãe mal-humorada e ciumenta que vimos várias vezes nas telas e o segredo guardado pela família é um tanto quanto surpreendente. A desconstrução da imagem de princesa, também é um ponto alto do filme. Amber, além de ser um pouco desastrada e estar sempre com seu par de tênis, é determinada, tem uma profissão e corre atrás do que quer, deixando de lado a imagem de princesa frágil que precisa ser resgatada a todo momento. Essa “desconstrução” da família real, é um dos pontos altos do filme, porque mostra que todos estão expostos a tragédias e tristeza, mesmo sendo uma família real.

A nova produção original da Netflix, traz um típico filme natalino, desses que todo os anos são lançados no mês de dezembro e que também é uma boa para ver com a família durante o almoço de natal. Apesar de ser uma história bem previsível, possui uma bonita fotografia que, ajudada pelas paisagens belíssimas que Aldóvia proporciona com florestas, neve e pequenos aconchegantes vilarejos. Todas elas claro, envoltas do espírito natalino. E, já que esta época do ano é sinônimo de renovação e esperanças de um futuro melhor, O Príncipe do Natal, traz alento aos corações tristonhos e solitários e nos faz crer em finais felizes, por mais improváveis que eles possam parecer.

 

 

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Colaboradora do Cinéfilos Anônimos, 31 anos, jornalista. Amante dos animais, da sétima arte e de todas as outras