Crítica: Oito Mulheres e um Segredo é garantido, honesto e muito divertido

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A nossa fascinação por filmes e séries de assalto rendem franquias como Onze Homens e um Segredo e séries como La Casa de Papel, já passamos por Planos Perfeitos, Saídas de Mestre e esbarramos em um punhado de homens inteligentes e mulheres que só servem como distração barata. É nesta brecha que Oito Mulheres e um Segredo se faz necessária, mais do que se aproveitar da franquia original, Sandra Bullock e seu esquadrão abrem espaço de modo convincente apesar de um roteiro limitado.

Debora Ocean (Sandra Bullock), irmã de Danny Ocean (George Clooney) acaba de sair da prisão após cinco anos reclusa por um golpe mal sucedido, mas como o restante da família, Deb não perdeu tempo e utilizou todos os minutos dentro de sua cela para tramar um golpe digno de seu sobrenome.

Sandra Bullock é uma atriz impressionante, soube amadurecer em todos os sentidos e isso reflete numa atuação cômica em doses moderadas e um ar de blefe que convence em poucos minutos do potencial de sua personagem. Deb Ocean é articulada, canastrona e sabe se aproveitar de todos os atributos que tem e conta com Lou (Cate Blanchett) que dispensa elogios, num papel seguro, parruda e magnética, Cate interpreta com firmeza um papel de atitude, mas que poderia ter sido melhor aproveitado.

O Plano

De modo dinâmico e convincente, a ideia do roubo é apresentada, destaque para os planos articulados e a trilha sonora pulsante que acompanha as etapas e dá o ritmo embalado que a trama exige.

O Diretor parece copiar um tanto do estilo de Steven Soderbergh (Diretor de Onze homens e um Segredo) e não vai além, parece confortável na direção focado nas atuações.

Recrutamento

Sandra Bullock está ótima como já dito, Cate Blanchett atrai pela presença, Anne Hathaway e Helena Bonham Carter repetem as atuações de sempre e com isso não quero dizer que seja negativo, apenas que ambas mantém a qualidade que já vimos em seus outros trabalhos. Rihanna interpreta a si mesma, numa mistura entre o sensual e o indiferente ao mundo.

Sarah Paulson convincente e engraçada, Awkwafina interpreta um papel divertido e que ganha o público em sua primeira aparição e Mindy Kaling completando o time, sendo a perita em diamantes em busca de se libertar das regras de uma família tradicional indiana.

Um dos pontos altos de Oito Mulheres e um Segredo está na aparente diversão estampados nos rostos de suas protagonistas, uma química rara num elenco tão especial que parece ter adorado participar deste projeto e deu tudo de si dentro de um roteiro enxuto e honesto.

Execução

Na hora do “vamos ver” é que a coisa parece perder força, o roteiro é conveniente e não oferece dúvida ou perigo, transita entre todos os núcleos com eficiência, oscila entre boas piadas e referências aos filmes anteriores e, encerra com pequenas surpresas somando as explicações mirabolantes que tornam tudo muito mais “genial” do que o apresentado.

Enfim

Falar que Oito Mulheres é um filme brilhante seria equivocado e errôneo, algo que poderia te causar grandes expectativas que podem não se concretizarem ao fim da exibição, mas posso afirmar que é um filme honesto e divertido, com um elenco de peso, uma trama justa e com uma trilha sonora que soube dar vida as cenas.

 

 

Avaliação do Cinéfilos Anônimos
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Apenas um homem que faz tudo pela "família", Publicitário, crítico de Cinema e fundador do Cinéfilos Anônimos, bom em fazer propostas irrecusáveis e Lasanhas bolonhesa.