Crítica: Pagliacci traz relato poético sobre a profissão do palhaço

A ideia do documentário Pagliacci surgiu em 2016, quando em um jantar, Domingos Montagner contou que gostaria de fazer um filme para comemorar os 20 anos da companhia LaMínima, criada por ele e Fernando Sampaio. Infelizmente, pouco tempo depois, o impensável aconteceu. Duma, como era chamado pelos amigos, se afogou e partiu. Mas a história dele e de todos os outros palhaços trouxeram tantos sorrisos e alegria que ainda podia e precisava ser contada.

E assim, Pagliacci se tornou realidade, mesmo sem a presença (física) de Montagner. Aliás, como o próprio Luiz Villaça (um dos cincos diretores do filme) ressaltou, é importante entender que a proposta do documentário se manteve fiel à ideia original, a de ser uma ode e relato poético sobre a profissão do palhaço.

Como figura central de Pagliacci, temos Fernando Sampaio, que conviveu e trabalhou com Montagner por muito anos. No documentário, que não segue linha tradicional de ser explicativo e didático, podemos assistir cenas do dia a dia dos palhaços fora de cena e dentro do “picadeiro”.

Os vários relatos de profissionais da área vão contando mais sobre a arte de ser palhaço. Mesmo não sendo a intenção, Pagliacci acaba sendo também uma homenagem a Montagner, apesar que a tragédia não é citada ou falada explicitamente. Ela aparece algumas falas. Mas, a gente sabe e se emociona mesmo assim.

Ora ou outra, temos a presença de Fernando Paz, que se apresenta como um narrador em primeira pessoa, vestido de palhaço, que também ajuda a guiar toda a poesia do documentário.

Além da direção de Luiz Villaça, Pagliacci também foi dirigido por Chico Gomes, Julio Hey, Luiza Villaça e Pedro Moscalcoff. A produção é da Bossa Nova Films e a coprodução foi feita pela LaMínima, Globo Filmes, Globonews e Canal Brasil.

Com cenas tocantes, Pagliacci é engraçado, delicado e poético. Prepara-se para rir e se emocionar com a história desses profissionais que realizam um trabalho tão único e encantador.

 

 

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