O Pescador de Ilusões (The Fisher King – 1991) | Resenha

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Jack Lucas (Jeff Bridges) tem seu próprio programa de rádio. Com seu jeito rude e egocêntrico, ele não tem medo de dizer o que pensa aos seus ouvintes até que um belo dia, suas falas geram consequências graves que ele jamais poderia imaginar.

O-pescador-de-ilusõesAo ouvir a história de um espectador que se apaixonou por uma mulher que conheceu em um bar rippie, Jack diz que era impossível uma mulher apaixonar-se por ele e que todos que frequentavam o local, deveriam morrer. Sem pensar duas vezes, o ouvinte vai até o bar munido de um rifle e mata a sangue frio seis pessoas e logo em seguida comete suicídio.

A tragédia tem um impacto profundo sobre a vida de Jack que desmorona imediatamente. Cheio de culpa, ele para de trabalhar e passa ser sustentado por sua namorada, Lydia (Amanda Plummer). Um dia, ao vagar embriagado pelas ruas, conhece o mendigo Parry (Robin Williams) que o salva de uma agressão e eles iniciam uma bela amizade. No entanto, após descobrir que a esposa de Parry também morreu no bar yuppie ele não mede esforços para consertar seu erro.

O diretor Terry Gilliam, mistura fábulas, analogias, fantasia, comédia e drama para mostrar os dilemas humanos, as consequências do egoísmo e a busca dos personagens por redenção. Sentimos na loucura de Parry, a dor da perda da esposa, no egoísmo de Jack, a dificuldade em se relacionar com o outro e na carência de Lydia, a necessidade de ser amada por inteiro.

A excentricidade, inteligência e originalidade do roteiro, fazem de “O Pescador de Ilusões” um filme cativante que nos faz olhar para nos mesmos e ao mesmo tempo para o outro e nos mostra que a loucura, solidão e depressão são doenças do mundo moderno, mas que através da compaixão e a empatia é possível curar feridas e transformar relações.

 

Trailer:

 

Avaliação do Cinéfilos Anônimos
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Colaboradora do Cinéfilos Anônimos, 31 anos, jornalista. Amante dos animais, da sétima arte e de todas as outras