Sandy Wexler (Netflix) | Crítica

Aos amantes de comédias pastelão, diálogos rasos e histórias plenamente previsíveis, Sandy Wexler é um prato cheio.

Ambientado na Los Angeles dos anos 90, acompanhamos em pouco mais de duas horas de filme, a história de Sandy Wexler (Adam Sandler) um caça talentos dedicado a fazer as carreiras de pessoas um tanto quanto excêntricas, decolar. Seu mundo vira de cabeça pra baixo, quando conhece em um parque de diversões, Courtney Clarke (Jennifer Hudson) uma cantora com talento extraordinário e se apaixona por ela.

Sandler faz questão de tornar um personagem que já é desagradável, insuportável. O tom de voz, o jeito de se vestir e o comportamento totalmente sem noção, nos faz perguntar de onde vem o talento de Sandy.

Recheado de clichês e piadas sem graça, o filme mostra a busca, por vezes irracional, pela fama e que, em alguns casos não é necessário ter um talento excepcional, mas apenas um bom agente é o suficiente para ter sucesso.

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As palavras do crítico Peter Sobczynski, traduzem bem o sentimento de ver o filme: “Quando você pensa em como este material poderia ter sido bem aproveitado nas mãos certas, quando vemos ele desperdiçado desse jeito, é mais doloroso do que assistir à típica baboseira feita por Sandler.”

Apesar da rentável parceria entre Adam Sandler e a Netflix – que renovou seu contrato com o ator por mais quatro filmes – este filme definitivamente não é uma receita de sucesso.

 

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Colaboradora do Cinéfilos Anônimos, 31 anos, jornalista. Amante dos animais, da sétima arte e de todas as outras