Sex Tape: Perdido na Nuvem | Resenha

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“Ninguém entende a nuvem.” – Jay

Annie (Cameron Diaz) e Jay (Jason Segel), são daqueles casais que se conhecem desde a faculdade e nunca perderam o apetite sexual. Viviam encontrando motivos, locais e situações propícias para apimentarem ainda mais a relação.

Eles se casam, tem seus filhos e a vida a dois ganha nova perspectiva. Como qualquer casal normal com filhos pequenos eles têm muito mais dificuldades para encontrarem momentos sozinhos e conseguirem transar como faziam antes.

Annie é uma blogueira que encontrou nessa atividade uma forma de se manter enquanto cuidava de seus filhos. Seu blog chamou tanto a atenção de Hank (Rob Lowe), dono de uma empresa com valores familiares, que chegaram a lhe oferecer um emprego. Jay é um produtor musical e usuário tradicional de toda a linha de produtos e serviços Apple e sempre teve o costume de presentear seus amigos e familiares com a versão anterior do Ipad assim que ele adquiria a nova versão.

Em uma das raras vezes que tiveram a oportunidade de ficarem sozinhos eles tiveram uma ideia excelente para reascender a chama da paixão: Fazer um filme pornô caseiro só para aumentar o tesão e deixar rolar.

O filme foi feito e eles tiveram uma ótima noite de sexo tudo registrado pelas lentes do novo iPad. Tudo ficaria perfeito se o aplicativo de sincronização não tivesse configurado para que tudo o que fosse produzido pelo iPad também fosse sincronizado com todos os iPads das versões anteriores que o casal tinha distribuído aos seus amigos.

No instante em que se deram conta do problema social e familiar em que estavam se metendo, o casal Jay e Annie começaram uma busca alucinada pelos 6 (seis) iPads que foram distribuídos para tentar apagar o arquivo antes que os seus respectivos donos pudessem ver o conteúdo do vídeo e tirarem quaisquer conclusões precipitadas.

Até porque, estando na nuvem, esse vídeo poderia ser divulgado em qualquer lugar, dificultando ainda mais a situação. Em uma dessas situações inusitadas até o Jack Black aparece para fazer uma ponta no drama do casal.

Hank (Rob Lowe) e Annie (Cameron Diaz)

 

Vale registrar que o filme contém, obviamente, cenas de sexo, além de uso de drogas e muitos palavrões. O que torna muito divertido para qualquer adulto contemporâneo que consegue se colocar na pele do casal por já conhecer um pouco das vantagens e desvantagens de se deixar tudo na nuvem da Internet.

 

 

 

A situação do filme é possível?

Segundo a própria Apple, não. É algo impossível de acontecer. Segundo o site Hypable que entrevistou especialistas da Apple a justificativa deles diz que só seria possível se os usuários tivessem o acesso da conta do Jay na nuvem. Mas lembre-se que o problema é que todos os iPads eram do Jay antes, então se ele entregou os iPads desbloqueado de senha e com seus dados disponíveis, essa situação poderia realmente acontecer. Mas realmente, acho que ninguém daria um celular ou um tablet de presente sem antes tirar seus dados de acesso. Então, ok, não é uma situação plausível. Mas isso não tira a comédia do filme.

Além de fazer rir, o diretor Jake Kasdan (Jumanji 2018) tomou muito cuidado para não manchar a marca da Apple. Alguns até podem pensar que houve investimento da empresa de Steve Jobs no longa metragem, mas a gente conferiu todos os créditos e não tem absolutamente nenhuma referência. Todavia fica muito evidente que houve um cuidado para mostrar como os periféricos da Apple são robustos, principalmente seus iPads. Dessa forma eles tiraram qualquer responsabilidade da marca no drama do casal.

Jason Segel, Cameron Diaz com o Diretor Jake Kasdan no set da Columbia Pictures.

Apesar da comédia se fazer por conta de uma situação constrangedora criado pelo poder de sincronização entre aparelhos Apple, o filme conseguiu mostrar que o sistema da Apple sempre pensa em facilitar a vida do usuário. E às vezes até age por conta própria. O que pode ser um grande problema se o usuário não tiver alguma experiência com o mundo Apple.

São várias as situações que comprovam que a Apple estava completamente inocentada do problema que a sua sincronização automática causou ao casal. Algumas delas são:

 

  • Nada teria sido sincronizado se o vídeo tivesse sido deletado a tempo.
  • A remoção dos arquivos sincronizados na nuvem poderia ter sido feita diretamente pelo sistema de sincronização, sem precisar localizar os iPads fisicamente.
  • A importância de saber dar um nome adequado a um arquivo também evitaria alguns problemas que o casal enfrentou durante o filme.

 

Portanto, note que o problema estava mais no usuário do que no sistema. Pelo menos foi essa a imagem que o filme nos passou.

 

“Por que você não deletou aquela merda de vídeo?” – Annie.

No Brasil, o filme Cilada.com de 2011 com Bruno Mazzeo e Fernanda Paes Leme também cria uma situação constrangedora usando vídeo pornô caseiro e internet. Mas a proposta era uma vingança de ex namorada que se transformou numa comédia muito engraçada. Vale a pena conferir também.

 

O filme é muito divertido, e consegue entreter muito bem.

 

Data de lançamento 21 de agosto de 2014
Duração: 1h 35min
Direção: Jake Kasdan
Elenco: Cameron Diaz, Jason Segel, Rob Lowe.
Gênero Comédia
Nacionalidade EUA

 

Trailer:

 

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Professor de Física formado pela USP sempre trabalhou com tecnologia como desenvolvedor. Fã de carteirinha da série Star Trek gosta muito de pensar com a lógica do Sr Spock, mas prefere agir com a mesma sabedoria social presente nos capitães da Enterprise, em especial o Capitão Kirk. Vida e longa e próspera a todos.