Crítica: Talvez Uma História de Amor, com Mateus Solano, é um filme encantador

O filme Talvez Uma História de Amor, estrelado por Mateus Solano, é uma comédia romântica que encanta pelo roteiro bem escrito, direção acertada, sintonia entre os atores e, claro, um enredo que prende o espectador do início ao fim. Você vai querer saber como termina a saga de Virgílio, o personagem principal, cheio de manias e medos, que perde a amada e precisa reencontrá-la.

O longa começa apresentando Virgílio (Mateus Solano) como um homem metódico, certinho, solitário e totalmente avesso a mudanças. Até que um dia, ao chegar em casa, após um dia igual de trabalho, ele ouve um recado na secretária que o deixa desconcertado. Clara estava terminando o relacionamento dos dois. Mas – quem é Clara?

Virgílio simplesmente não se lembra de ter conhecido aquela mulher e muito menos de ter tido algum tipo de relacionamento com ela. Sem entender nada, sua terapeuta explica que ele deve ter sofrido algum tipo de amnésia momentânea, algo que fez apagar uma memória dolorosa ou impactante.

E assim ele parte atrás de pistas que podem levar ao seu grande amor que conheceu e perdeu, inclusive nas memórias. Como Virgílio não pode falar abertamente aos amigos o que está se passando – senão poderiam achar que ele ficou louco – várias situações engraçadas vão acontecendo. Ele fala com um, fala com outra e assim por diante. Será que o protagonista consegue finalmente descobrir quem é e onde está Clara? Ah, para isso, você precisa assistir ao filme.

 

Adaptação de um livro

Talvez Uma História de Amor é o longa de estreia de Rodrigo Bernardo que se saiu muitíssimo bem em seu primeiro trabalho como diretor. A história é uma adaptação do livro homônimo do escritor francês Martin Page. ATENÇÃO, UM SPOILER! O final do filme é diferente do livro.

Além da interpretação incrível de Mateus Solano, vale destacar o trabalho dos outros atores como Thaila Ayala, Bianca Comparato, Nathalia Dill, Marco Luque, Dani Calabresa, Jacqueline Sato, Juliana Didone, Totia Meirelles, Gero Camilo e até da americana Cynthia Nixon, da série Sex and The City. Todos, seja em participações maiores ou menores, deixam sua marca no filme.

Outro ponto a se destacar é a bela fotografia de Hélcio Nagamine. A cidade de São Paulo é mostrada como um personagem secundária, de extrema importância para os acontecimentos da história.

Talvez Uma História de Amor é um filme leve, engraçado e romântico, claro, talvez te faça pensar em como anda sua vida e nos amores que não valorizou, ou talvez te faça simplesmente se divertir por quase duas horas. Mas algo é certo: vai ser difícil não se envolver por essa história, que depois de tantas dúvidas, mostra uma certeza: a importância de se viver e não apenas existir.

 

 

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