Crítica | The Sinner (Netflix) – 2ª temporada é um passeio nos fantasmas do passado de Ambrose

Após o polêmico caso de Cora Tannetti (Jessica Biel), retratado na primeira temporada de The Sinner, o Detetive Harry Ambrose (Bill Pullman) é chamado para investigar um novo e perturbador crime em sua cidade natal, na zona rural de Nova York,: um garoto de 11 anos mata seus pais, cujo motivos são aparentemente inexplicáveis. A investigação de Ambrose o leva à segredos sombrios de sua cidade, colocando-o contra pessoas que farão de tudo para proteger seus segredos incluindo a misteriosa Vera (Carrie Coon), que pode ser uma peça enigmática e complicada desse quebra-cabeça.

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A segunda temporada mantém algumas características da primeira, como flashbacks e um mistério central a ser solucionado. Porém, desta vez, ao invés do foco ser no crime cometido pelo pequeno Julian (Elisha Henig), passamos a conhecer melhor os fantasmas do passado de Ambrose e de outros personagens secundários como o da policial Heather (Natalie Paul).

A perspicácia e competência do detetive, que, sempre acredita que todos têm um passado e se recusa a julgar alguém precocemente, são o ponto alto da trama. Novamente a atuação de Pullman é impecável, juntamente com a de Carrie Coon, que dá vida à enigmática Vera, fazem com que a série seja focada quase que em sua totalidade, nos dois.

Julian, não é o protagonista da trama como pensávamos ao ver as chamadas da segunda temporada. A atuação de Elisha é bem convincente, mas pelo fato dele não ser o elemento central da história, apesar de seus atos terem sido o estopim de tudo, deixa a série um pouco a desejar. Outra personagem que merece destaque, é a Marin (Hannah Gross). Uma jovem confusa em busca de seu lugar no mundo, se envolve com uma espécie de seita local o que a deixa mais confusa ainda. A personagem é uma grata surpresa na trama, pois seu papel vai crescendo ao longo dos oito episódios e tem uma importância vital na história.

A segunda temporada de The Sinner ao mesmo tempo que se aproxima da primeira em termos técnicos como fotografia, enquadramentos e trilha sonora, se afasta um bocado com um roteiro não tão envolvente e misterioso e com certos enigmas facilmente descobertos pelo espectador. De qualquer forma, é uma boa série com boas atuações, mas que não deixa uma marca tão profunda, quanto a história de Cora.

 

 

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Colaboradora do Cinéfilos Anônimos, 31 anos, jornalista. Amante dos animais, da sétima arte e de todas as outras