The Square – A Arte da Discórdia | Crítica

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Um quadrado de 4 metros de lado é colocado no chão na entrada de um Museu de Arte Contemporânea e isso chama muito a atenção, principalmente por sua capacidade de provocar o visitante.

A enredo do filme mostra a vida de Christian (Claes Bang), o curador do Museu onde a obra denominada de Square (quadrado) está sendo exibida na sua entrada. Por mostrar o seu dia-a-dia acaba mostrando também parte do problema social que as cidades da Suécia enfrentam representado no filme com a presença de muitos mendigos em todos os cantos.

Também podemos encontrar uma discussão clara a respeito da definição de arte.  Explicar o que é arte moderna parece ser quase tão complicado quanto é para um homem explicar em voz alta o que ele sentiu para a mulher com quem acabou de dormir pela primeira vez. Acredite, não é uma tarefa fácil.

O diretor Roben Östlund trabalhou com bom senso de humor e crítica. E conseguiu criar situações verdadeiramente constrangedoras para os personagens e ao mesmo tempo divertidas para o espectador em diversos momentos.

Não espere finais felizes clichês de comédias românticas ou conclusões miraculosas para casos aparentemente sem solução. A ideia da discórdia é presente no filme inteiro assim como na vida comum.

A trilha sonora é muito bem encaixada, com músicas dançantes e muita Ave Maria. Apesar do excesso de Aves Marias a fluidez das cenas ficou ótima com essa trilha sonora.

Esse filme foi indicado para concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro representando a Suécia em 2018. Ele também foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro em 2018 mas perdeu o filme “Em pedaços”. Mas é vencedor da Palma de Ouro de Cannes.

Elisabeth Moss

A participação da repórter Anne (Elisabeth Moss) é muito importante para o enredo e ajuda ao cinéfilo mundial por ser uma cara mais conhecida falando em inglês. Elisabeth Moss também trabalhou no seriado Mad Men interpretando a Peggy Olson. Pode parecer que não. Mas para quem não está habituado com a língua sueca e seus dialetos presente no filme se sente mais confortável ouvindo algumas partes sendo representadas na língua inglesa.

O ponto alto do filme é a intervenção artística do ator Oleg (Terry Notary) que  foi contratado pelo Museu para se apresentar em um jantar de gala interpretando o comportamento de um gorila. A interpretação é realmente muito boa e tem horas que você só pensa que aquele gorila não tem pelos no corpo e esquece que se trata de um ser humano.

 

Trailer:

 

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Professor de Física formado pela USP sempre trabalhou com tecnologia como desenvolvedor. Fã de carteirinha da série Star Trek gosta muito de pensar com a lógica do Sr Spock, mas prefere agir com a mesma sabedoria social presente nos capitães da Enterprise, em especial o Capitão Kirk. Vida e longa e próspera a todos.