The Walking Dead | Primeiras impressões da 9ª temporada

The Walking Dead não retorna de forma espetacular, mas a nova abertura é de arrepiar

Após Rick (Andrew Lincon) e seu grupo vencerem a guerra contra Negan e os Salvadores na temporada anterior, a série dá um salto atemporal de dezoito meses e a 9ª temporada já começa a mostrar ares de mudanças. Se inicia também novos rumos de alguns personagens, principalmente nas lideranças das comunidades Alexandria, Hiltop e o Reino estão sendo reconstruídas e cada uma delas com seu líder, Rick, Maggie e Ezekiel e a comunidade dos Salvadores, o Santuário, terá a Carol como líder.

Apesar de toda a expectativa criada para essa nova fase que a série terá, principalmente com a chegada dos Sussurradores, este primeiro episódio intitulado “A New Beginning (Um Novo Começo)” é totalmente morno até ao menos o 2/3 do episódio. Em meio há algumas cenas que não fizeram o menor sentindo, a série vai mostrando aos poucos a divisão do grupo e suas funções dentro das comunidades após o fim da guerra e como essas comunidades encontraram meios e recursos para seguirem em frente e saírem das escassez que impera cada reino.

Confira o trailer da 9ª temporada de The Walking Dead

Em meio a monotonia do início do episódio, onde o grupo está explorando um museu, algumas situações que ali aconteceram foram totalmente desnecessárias, como a “quase morte” de Ezekiel, sabendo que o mesmo está em várias situações no trailer da 9ª temporada e, também, a morte de um personagem novo – mesmo que ela tenha um arco para alguns acontecimentos importantes já para o final do episódio, a morte desse personagem gastou um bom tempo com cenas desnecessárias, como, por exemplo, uma canção no velório e personagens chorando a morte de alguém que pouco representou no grupo.

Um dos pontos chaves desse episódio e que merece destaque positivo é quando Daryl começa a questionar Rick, quando ambos estão dialogando no Santuário dos Salvadores, além do motoqueiro pedir a Rick que não quer mais liderar o local, Daryl questiona os métodos do policial, o que já pode ser uma indicação de um desentendimento e uma separação entre eles, já que Rick vai sair da série e, possivelmente, Daryl assumirá o papel de líder do policial. O diálogo entre eles já é um prelúdio de como a série irá resolver a saída do protagonista e vai ser bacana para o espectador como será toda essa construção em cima do personagem de Norman Reedus. Sem importância alguma para a trama, mas destaco duas cenas que foram bem bacanas, o “Zumbi Aranha” e o quadro da “Evolução Humana” onde um zumbi é morto em frente ao quadro, sendo ele, o último da espécie humana. Seria um indício que, ao final da série, só restará os zumbis perambulando neste planeta?

Outro destaque, talvez o mais importante, é o arco de Maggie (Lauren Cohan) em Hiltop, como consequências da morte de um personagem ainda no começo do episódio, Maggie precisa tomar algumas decisões que levará à morte de um outro personagem e isso misturado também a um diálogo com Rick, onde a líder de Hiltop mostra a sua força e o que veremos a partir de agora é uma guinada da personagem dentro da série e que suas objeções poderá levar também ao desentendimento com Rick e Michionne.

Talvez esse seja o início de temporada mais fraca de toda a série, por mais que ele sirva como base para dar a largada das várias mudanças que estão por vir, pouco aconteceu, pouco levou o espectador a sentir com mais avinco essas mudanças, mas entrega um final que, com certeza, agradará muitos fãs e, mesmo não tendo um começo espetacular, não tem como negar que as dúvidas sobre como será o desfecho de Andrew Lincon faz com que o espectador volte à sua carga total com a série – ah, e a nova abertura é de arrepiar!

 

 

 

 

 

Publicitário, Designer e Crítico de Cinema. É obcecado por monstros gigantes e, talvez, o ser que mais assistiu Breaking Bad neste planeta. Raulseixista desde a infância, hiberna uma vez por ano nos alpes de Itapira, ouvindo 12 horas interrupta do Maluco Beleza