Tudo e Todas as Coisas | Crítica

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“Tudo é um risco. Não fazer nada é um risco. A decisão é sua.”

 

E se você tivesse que viver a sua vida inteira sem poder sair de casa pelo risco de morte? E de repente você se dá conta de que a vida é curta demais para não arriscar. Tudo e Todas as Coisas é um drama romântico juvenil que pode até ter todos aqueles clichês de filmes para adolescentes – como o amor impossível, a primeira paixão e o autoconhecimento – porém tratados de uma forma madura e, dentre tantas reflexões, te faz lembrar de que as coisas mais simples da vida são as que realmente importam.

Sair para ir à escola, encontrar com os amigos, namorar ou passear são atividades comuns na vida de muitos jovens, mas não para Maddy (Amandla Stenberg), uma menina de 18 anos obrigada a viver em isolamento dentro de sua própria casa. Baseado no best-seller escrito por Nicola Yoon, Tudo e Todas as Coisas chega aos cinemas, com direção de Stella Meghie (Jean of the Joneses), introduzindo-nos a uma garota esperta e curiosa, vítima de uma doença rara chamada ICG (Imunodeficiência Combinada Grave) – que ataca o sistema imunológico e faz com que o organismo não tenha defesa contra vírus, bactérias ou fungos, impedindo-a de abandonar a proteção de sua casa hermeticamente fechada.

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As coisas mudam quando uma família se muda para a casa ao lado e Maddy passa a observar seu vizinho Olly (Nick Robinson) pela janela. Os dois começam a se comunicarem à distância e a se “envolverem” cada vez mais em um relacionamento quase impossível, já que não podem se tocar com o risco de matar Maddy. Mas isso não é o suficiente para a garota, que vai se arriscando cada vez mais para estar com seu grande amor.

Amandla Stenberg (Jogos Vorazes) é uma atriz super carismática e com grande potencial, fazendo uma atuação convincente e conquistando os espectadores com sua graciosidade. Sua mãe, interpretada pela atriz e cantora Anika Noni Rose (Dreamgirls), tem um papel razoável como uma antagonista para o casal, mas sem grande destaque. E Nick Robinson (Jurassic World) faz Olly, um personagem sem nenhum atrativo e do qual pouco sabemos a respeito, mas isso não chega a ser um empecilho para o bom desenvolvimento da história.

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O longa segue o estilo de A Culpa é das Estrelas (2014), porém com enredo diferente. A fotografia é muito bonita, com o interior da casa sempre branco e iluminado e o lado de fora colorido e com tons mais vibrantes. O roteiro é leve e cativante, nos entretendo e deixando-nos curiosos sobre alguns assuntos, que vão se desenrolando no decorrer da trama. E, mais do que retratar a doença , o filme fala sobre o excesso de proteção e mostra as consequências drásticas que isso pode ter na vida de alguém, te fazendo pensar sobre como o futuro de Maddy poderia ter sido infeliz se ela não tivesse arriscado.

Tudo e Todas as Coisas (Everything, Everything) pode ter seus clichês de drama romântico para adolescentes, mas tem uma direção de arte incrível e um roteiro agradável, que vai prender sua atenção até o fim, além das referências literárias e artísticas. Não é uma história que vai te fazer chorar, mas é aquele filme perfeito para uma tarde chuvosa ou uma sessão da tarde, e que vai provar que sua vida pode ser completamente diferente se você arriscar.

 

Assista ao trailer:

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Jornalista e paulistana, apaixonada por São Paulo e por toda a cultura e o lazer que esta cidade oferece. Desde pequena admirada pela sétima arte e fascinada por sua evolução e sua influência na vida das pessoas das mais diversas culturas e classes sociais.