Crítica: Impressionante e devastador, Guerra Infinita revela um lado que a Marvel nunca mostrou nos cinemas

“Sorriam e Alegrem-se, pois na morte todos serão Filhos de Thanos”

Uma crença pode destruir civilizações, planetas e universos, a fé é um instrumento perigoso tanto quanto um Martelo Asgardiano, às vezes irracional como um gigante esverdeado e sagaz ao ponto de arrastar multidões.

Destruir metade do Universo, não para escravizar povos, não para consumir recursos ou colonizar planetas, o Titã segue com precisão o seu propósito maior que é destruir metade do universo para trazer equilíbrio, porque segundo sua lógica, o universo é finito, os recursos são finitos, menos bocas com fome e mais fartura, simples assim, o pai de Gamora não se importa com a aleatoriedade de quem vive ou morre nesta decisão cósmica, o importante é que a conta feche e que tudo siga seu destino.

A Experiência traz Experiência


Thanos e sua saga pelo controle e poder absoluto traçam um novo patamar nos filmes de heróis, é um caminho sem volta e só existiu graças a uma coisa, estrutura.

Os dez anos de MCU estabelecem uma base sólida e ao mesmo tempo articulada, e a tão falada fórmula Marvel serve como nunca para ser quebrada e apresentar a diferença, oferecer novos caminhos e sacrificar personagens a sangue frio em frente aos nossos olhos, um gelo sem igual e difícil acreditar.

O longa não tem a menor preocupação em explicar origens, poderes ou personagens, isso já foi feito e este é o momento de elevar tudo ao máximo, seja o Mago Supremo fazendo seu queixo bater no chão ou toda jornada do Deus do Trovão, a palavra épico enfim parece ser apropriada neste conceito, visto a saga como um todo e também todos os desafios deste novo filme.

Enfim um Vilão

Lembra quando o medo reinou numa pequena cena pós-crédito com um brutamonte roxo sádico sentado num trono flutuante?

Pois bem, o medo era totalmente justificável e o vilão pode ser a melhor decisão de todo o Universo Marvel nos Cinemas. Thanos é o melhor vilão porque reúne: motivação + mão na massa + profundidade, algo que nunca foi utilizado de maneira assertiva, o Titã tem tanta certeza de suas convicções e ao mesmo tempo um peso enorme pelas consequências, um personagem denso o suficiente para que o público entenda a dimensão da ameaça e ao mesmo tempo questione a intenção moral resultante.

Outro ponto muito assertivo é a sinergia entre núcleos de personagens, para o público que acompanha, a impressão de “mas fulano já conhece ele…ah.. é, acho que não” é inevitável, mas é notável e fluído o entrosamento e o aproveitamento das peculiaridades de cada um, inclusive dos vilões.

Qualidade de produção

A montagem é dinâmica, o CDI é bem feito e polido, o 3D é competente e a trilha emociona pela familiaridade com cada núcleo enquanto a mixagem de som impacta entre o estrondo, os disparos e as rajadas, uma produção competente e espetacular, com um roteiro amplo e bem estruturado para que todos os caminhos se encontrem no momento crucial.

Objetivo alcançado?
O maior crossover do cinema diverte, emociona, assusta e impressiona, ousa no roteiro e traz uma experiência muito bem equilibrada para todos os tipos de fãs, Guerra Infinita é grandioso e estruturado, vai te arrancar sentimentos intensos antes, durante e depois da sessão. Boa sorte!

OBS: Vingadores Guerra Infinita tem uma cena pós credito.

NÃO DÊ SPOILERS!!!

 

Avaliação do Cinéfilos Anônimos
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[Total: 61 Média: 3.3]

Apenas um homem que faz tudo pela "família", Publicitário, crítico de Cinema e fundador do Cinéfilos Anônimos, bom em fazer propostas irrecusáveis e Lasanhas bolonhesa.