Crítica | Documentário “Whitney” mescla acervos históricos e shows e revela segredos da cantora

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Whitney Elizabeth Houston nasceu em Newark, New Jersey, nos EUA em 9 de agosto de 1963. A caçula de três filhos, desde cedo demonstrava paixão pela música.  Aos 11 anos começou a cantar nos corais da igreja que frequentava e, com a ajuda da mãe, Cissy Houston, sua mentora e instrutora vocal, começou a despontar para a fama até se tornar a diva dona de voz inconfundível e a artista mais premiada de todos os tempos.

O documentário, dirigido por Kevin Macdonald, vai um pouco mais afundo na personalidade de Whitney, fazendo com que, de certa forma, nos tornemos íntimos dela. Nippy, como era chamada por amigos e familiares, era uma menina doce, sorridente e extremamente bem-humorada. Sempre sorrindo, com suas piadas e brincadeiras emanava uma alegria contagiante e deixava sua marca onde passava. Mas, por trás do sorriso largo, havia muita dor e sofrimento que, aos poucos, vão sendo revelados.

Whitney Houston ainda criança

Ao mostrar depoimentos da mãe, irmãos e amigos próximos, o filme revela um pouco mais da infância da cantora que, apesar de aparentar ter sido normal e feliz, escondia uma família disfuncional e problemática. O fato de sua mãe ter sido back vocal de grandes artistas como Elvis Presley e Aretha Franklin e, consequentemente passar muito tempo viajando em turnês, fez com que ela e os irmãos, passassem muito tempo sozinhos e cercados de pessoas desconhecidas, gerando sentimentos de abandono e solidão que eram abafados pelo uso de drogas, introduzidas em sua vida por seu irmão mais velho, Michael.

Além de mostrar a ascensão meteórica desde a assinatura de seu primeiro contrato, aos 20 anos, até o estrelato com o filme O Guarda-Costas, uma grande sacada do diretor, foi misturar imagens de acervo histórico com imagens de clipes e shows de Whitney, o que possibilita o espectador entender um pouco mais o que se passava nos EUA naquela época e as influências dos acontecimentos em sua carreira.

Whitney Houston já no auge de seu sucesso

Uma curiosidade mostrada, é a de que Whitney Houston teve um relacionamento com uma mulher, Robyn Crawford, sua assistente pessoal, e a família, por ser muito religiosa, não aceitava a situação. Esse fato juntamente com a revelação de um abuso sexual sofrido por ela ainda pequena, fez com que Whitney questionasse sua própria sexualidade, aumentando ainda mais seu sentimento de solidão e não-pertencimento.

Com os depoimentos de seu ex-marido, Bobby Brown, vemos que seu casamento era extremamente nocivo e, mesmo após o nascimento de sua única filha Bobbi Kristina, seus problemas e envolvimento com as drogas permaneceram, fazendo com que, mesmo involuntariamente, Whitney repetisse com a menina, o que viveu com sua mãe.

Whitney Houston em momento família

A beleza do documentário está em nos mostrar a ascensão e queda de uma estrela, com tanto talento e potencial, como Whitney Houston. Compartilhamos sua dor, seu sofrimento e a tentativa desesperada de encontrar seu lugar no mundo ou melhor, de se encontrar.  Uma das cenas mais marcantes é quando ela, de frente para o espelho, chama por Nippy, seu apelido de infância, na esperança de voltar a ser quem um dia foi.

Whitney tentou largar as drogas pela filha, mas apesar das inúmeras internações e tentativas de ficar limpa, foi encontrada morta boiando em uma banheira de hotel em 12 de fevereiro de 2012, com resquícios de cocaína em sua corrente sanguínea de acordo com a autópsia. Seu final foi trágico, mas sua carreira esplendorosa e, sem dúvidas, Whitney Houston deixou sua marca no mundo da música e nos corações de fãs ao redor do mundo.

 

Trailer oficial de Whitney:

 

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Colaboradora do Cinéfilos Anônimos, 31 anos, jornalista. Amante dos animais, da sétima arte e de todas as outras